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Salpicão, curau, gim tônica: Bela Gil ensina receitas favoritas da família

A convite de CLAUDIA, a chef criou um menu com os pratos vegetarianos do seu novo restaurante em São Paulo, o Camélia Ódódó

Por Marina Marques Atualizado em 5 out 2021, 13h55 - Publicado em 23 set 2021, 11h36
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nquanto percorre os vários ambientes do Camélia Òdòdó, Bela Gil assina papéis de assuntos burocráticos, fica de olho nos preparos que saem da cozinha do restaurante e cumpre o papel de chef-celebridade, conversando com clientes que anseiam por conhecê-la pessoalmente.

O agito é a prova de que Bela, 33 anos, está em casa. Aliás, é assim que a chef define seu primeiro espaço em São Paulo, inaugurado em abril deste ano. “Pra mim, o restaurante precisa ser gostoso, afetivo, e não aquela tensão. Desde a cozinha até o salão, deve ser leve e familiar”, conta a chef.

Não à toa, o marido, João Paulo, e a filha, Flor, estão sempre por lá. “Tem pratos do cardápio que, quando eu fazia em casa, eles falavam: ‘A gente precisa abrir um lugar só para ter uma desculpa para comer isso todos os dias’”, revela.

Bela Gil no restaurante Camelia Ododó
Bela Gil agora tem um espaço gastronômico para chamar de seu. No Camélia Òdòdó, praticamente uma extensão de seu lar, a chef realiza o desejo de experimentar com ingredientes e servir pratos cheios de história | Foto: Lívia Wu e Roberto Seba/CLAUDIA

Aos 13 anos, Flor já assume tarefas no salão, na cozinha e até no caixa. Mas sua paixão é ajudar Bela, que também é mãe de Nino, de 5 anos, nas criações da cozinha. As sobremesas são suas favoritas, como o curau com calda de goiabada.

Além disso, a pequena nomeou a limonada da casa, que leva chá de Clitoria (flor de pétalas azuis, cor rara na natureza), de Tie-Dye. O efeito azulado também colore a Gil Tônica. “É uma brincadeira que eu fiz com meu pai, que adora a bebida. Nas festas e encontros na casa dele, ele sempre toma gim-tônica, o que rendeu entre nós o apelido de Gilberto Gim ou Gil Tônica”, revela com um sorriso.

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Tostada de carne de jaca e maionese de castanha
Um clássico da culinária vegana, a carne de jaca é a estrela dessa tostada, preparada por Bela Gil. A chef mostra essa e outras receitas práticas com ingredientes versáteis a serem explorados | Foto: Lívia Wu e Roberto Seba/CLAUDIA

Outro prato que marca presença nas reuniões da família Gil é o salpicão. “Há anos faço ele no Natal. É pra gente poder comer alguma coisa, né?”, fala, referindo-se à preferência pela alimentação sem carne. Sua receita de salpicão leva tofu defumado no lugar do frango. “Muita gente elogia, dizendo que desde que se tornou vegetariano não comia salpicão ou que não encontrava algum com sabor tão afetivo, então vejo ele como um presente.” Mas a recepção nem sempre foi essa.

Quando começou na TV, em 2014, com o programa Bela na Cozinha, no canal GNT, a chef foi alvo de piadas por evidenciar ingredientes não tão comuns e divulgar a culinária vegana.

“Acho que as pessoas têm o tempo delas. Eu nunca me incomodei. Até agradeço esses memes, é uma maneira divertida de disseminar o assunto. Tinha gente que nunca tinha ouvido falar em cúrcuma, inhame. Atingir essa parcela da população e apresentar esses alimentos é algo positivo, mesmo que através dos memes.”

Tostada de carne de jaca e maionese de castanha

Tostada de carne de jaca e maionese de castanha
Tostada de carne de jaca e maionese de castanha | Foto: Lívia Wu e Roberto Seba/CLAUDIA

Salpicão

Salpicão vegetariano
Salpicão vegetariano | Foto: Lívia Wu e Roberto Seba/CLAUDIA

Gil Tônica

Gil Tônica
Homenagem ao amor do pai, Gilberto Gil, por bebidas com gim, o coquetel Gil Tônica é colorido naturalmente pela Clitoria, flor também conhecida como feijão-borboleta, que dá o tom azul ao drinque | Foto: Lívia Wu e Roberto Seba/CLAUDIA

Negroni

Negroni
Negroni | Foto: Lívia Wu e Roberto Seba/CLAUDIA

Bela Tigela Ocidente

Bela Tigela Ocidente
Colorida, a tigela une ingredientes comuns no dia a dia do brasileiro. “Chamo de prato feito da Bela, porque forma uma refeição equilibrada”, conta a chef. O arroz da terra, grão em extinção, é mais rico em nutrientes do que o branco | Foto: Lívia Wu e Roberto Seba/CLAUDIA

Pappardelle ao molho branco de castanha, cogumelos-de-paris e ervas

Bela Tigela Ocidente
A massa é regada com molho branco vegano, feito de castanha-de-caju – ele também pode ser usado em torradas e vegetais assados | Foto: Lívia Wu e Roberto Seba/CLAUDIA

Curau com calda de goiabada

Curau com calda de goiabada
Não podia faltar uma sobremesa: feito com leite de coco e fécula de mandioca, o curau tem textura cremosa, perfeito para comer de colher | Foto: Lívia Wu e Roberto Seba/CLAUDIA

Texto: Marina Marques • Fotos: Livia Wu e Roberto Seba
Produção: Florise Oliveira • Concepção visual: Lorena Baroni Bósio
Beleza: Beatriz Barros • Assistente de beleza: Fernanda Graseffe

Produção: Madeira, O Velhão; pratos e bowls, Olaria Paulistana; taça, garfo e copo, Villa Pano; taça de gim, Bacco’s; copo Negroni, Rica Festa; copo ao lado da Bela Tigela e garfo da massa, Utilplast.

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