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Seis países da Europa suspendem usa da vacina Oxford

A decisão é uma prevenção e se deu após três pessoas vacinadas terem desenvolvido trombose. Duas delas morreram

Por Da Redação 11 mar 2021, 13h56

Dinamarca, Áustria, Estônia, Lituânia, Letônia e Luxemburgo suspenderam temporariamente a aplicação das vacinas de Oxford contra a Covid-19 fabricadas pela AstraZeneca, nesta quinta-feira (11). A medida é uma forma de se certificar de que o imunizante não tem nenhuma ligação com efeitos colaterais mais graves.

Na Dinamarca, a suspensão vale por duas semanas para os imunizantes AstraZeneca em geral e foi determinada depois que coágulos sanguíneos provocaram o óbito de uma pessoa vacinada. Com relação aos outros países, apenas um lote teve o uso interrompido, também após dois casos de trombose em pessoas já vacinadas, que levou a morte de uma mulher austríaca.

O Ministério de Saúde da Dinamarca disse que ainda não há uma conclusão se existe ligação entre o imunizante e os coágulos, mas que, por causa do alerta do sistema de saúde, o órgão da União e a agência regulatória de medicamentos farão uma nova avaliação da vacina, ao lado da agência regulatória da UE (EMA).

Soren Brostrom, diretor do Conselho Nacional de Saúde da Dinamarca, reafirmou que há boa evidência de que o imunizante da AstraZeneca seja seguro e eficaz e que a suspensão está sendo feita apenas para seguir um protocolo de precaução e não significa que o país não fará mais uso da mesma.

Em defesa, a AstraZeneca afirmou que a segurança é de sua responsabilidade e que os ensaios clínicos não revelaram efeitos colaterais graves.

O continente europeu já enfrentava obstáculos na campanha de vacinação desde que houve uma quebra no fornecimento da AstraZeneca e outras duas vacinas – Pfizer/BioNtech e Moderna – e uma recomendação de não usar o imunizante de Oxford aos idosos. Apesar, da maioria já ter reavaliado esta recomendação e voltado atrás, foi um fator que reduziu a agilidade na imunização nos países.

A suspensão desta quinta deve atrasar o calendário, inclusive na Dinamarca que era um dos países da União Europeia mais avançados na vacinação. Pessoas que tinham vacinação marcada com o produto da AstraZeneca, para primeira ou segunda dose, terão que aguardar ao menos duas semanas. 

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