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7 mil passos por dia diminuem 70% o risco de morte, segundo pesquisadores

Especialistas explicam como atividades físicas garantem qualidade de vida e combatem doenças

Por Nathalie Silva (colaboradora) Atualizado em 4 out 2021, 19h32 - Publicado em 4 out 2021, 17h00

Com a quarentena, ficamos cada vez mais propensos ao sedentarismo. A maioria das nossas atividades presenciais se adequaram ao modo de vida virtual. Resultado? Os exercícios físicos ficarem cada vez mais de lado, enquanto o corpo está cada vez mais exposto às doenças, como câncer, demência e inflamações no geral.

Segundo um estudo Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, divulgado pela revista médica Jama Network, dar 7 mil passos por dia reduz o risco de morte em até 70% entre pessoas de meia-idade. O dado faz parte do levantamento Desenvolvimento de Risco de Artéria Coronária em Jovens Adultos (CARDIA), que teve iniciou em 1985 e segue em andamento até hoje.

Os 2.100 participantes, com idade entre 38 e 50 anos, foram acompanhados por quase 11 anos para ver a evolução nesse período. Os voluntários foram separados em três grupos: volume de passos baixos (menos de 7 mil por dia), moderado (entre 7- 9 mil) e alto (mais de 10 mil). Pela análise, os pesquisadores notaram que houve benefícios substanciais para a saúde a partir do primeiro grupo.

A opção se torna ainda mais atraente, já que os praticantes podem realizar sem gastos em academia. Agora, se você está se perguntando em como pode tornar a prática um hábito da sua vida e de forma segura, o ortopedista e cirurgião Luciano Miller incentiva ainda mais ao falar sobre os benefícios do exercício na saúde.

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“Os exercícios físicos repetidos com uma frequência de, pelo menos, 30 minutos durante três vezes por semana promovem um aumento de substâncias antioxidantes e redução de citocinas que causam inflamação no corpo. Eles acabam diminuindo as substâncias e, com isso, protegendo o corpo de câncer e de alterações degenerativas, como demências e também inflamações no corpo”, explica.

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Comece com calma

Após a compreensão  de como os exercícios auxiliam no combate a doenças, o médico acupunturista e ortopedista, Armando Oscar de Freitas, pontua o que mais precisamos levar em conta:

  • Entenda como a atividade escolhida deve ser realizada e o tempo de execução;
  • Saber quais são as formas adequadas para sua condição física e, assim, respeitar os limites do próprio corpo;
  • Aumentar a intensidade do exercício gradualmente ao longo do tempo;
  • Escolher um horário para não perder o estímulo e a disciplina;
  • Utilizar equipamentos esportivos adequados de acordo com o esporte que será realizado;
  • Escolher ambientes seguros para realização das atividades;
  • Uma alimentação saudável e equilibrada também é essencial.

Outra recomendação é ter uma noite de sono completa. “Assim como praticar atividades físicas com frequência, manter uma boa rotina de sono contribui muito para uma boa saúde, pois auxilia na diminuição do estresse, da ansiedade e é fundamental no processo de recuperação do corpo após exercícios, ainda mais nesta fase de flexibilização”, destaca Oscar.

O especialista também elenca os benefícios que a prática regular de atividades físicas pode proporcionar. Combate o excesso de peso; ajuda na redução da pressão arterial;  controla a glicemia; fortalece ossos e articulações; aumenta a força e a resistência muscular; promove a sensação de bem-estar;  diminui o estresse; combate a ansiedade e a depressão;  aumenta a disposição e fortalece o sistema imunológico”, garante.

Cuidados com o coração

Viviana Lemke, cardiologista, comenta sobre a importância dos exames do coração, principalmente para quem pretende começar a se exercitar após um hiato ou pela primeira vez na vida.

“Se esta pessoa já tem algum fator de risco para doença cardiovascular, como diabetes, hipertensão, aumento do colesterol, história familiar de doenças do coração ou é fumante, é muito importante que antes de iniciar um programa de atividade física a mesma faça uma consulta com um cardiologista”, salienta.

A especialista lembra que cabe ao ”profissional orientar qual é o melhor exercício para aquele paciente e a intensidade em que deve ser a prática deve ser realizada. Além disso, o treino precisa ser acompanhado por um profissional de educação física”, alerta.

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