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Testes com vacina da Johnson & Johnson’s contra Covid-19 são pausados

Segundo documento enviado à pesquisadores do ensaio clínico, uma "pausa regulamentar" no estudo feito com 60 mil voluntários deverá ser cumprida

Por Da Redação - 13 out 2020, 11h20

Os testes feitos com a vacina contra a Covid-19, desenvolvida pela Johnson & Johnson’s, foram pausados devido a uma doença inexplicada em um participante, de acordo com comunicado divulgado pela companhia na última segunda-feira (12).

Os pesquisadores deverão cumprir uma “pausa regulamentar” nos estudos feitos com 60 mil pacientes. O sistema online usado para inscrever voluntários para os testes foi fechado e o Conselho de Monitoramento de Dados e Segurança, um órgão independente que zela pela segurança dos pacientes, foi convocado.

Em comunicado oficial, a Johnson & Johnson’s afirmou que a doença do paciente está sendo “analisada e avaliada pelo Conselho de Monitoramento de Segurança de Dados independente ENSEMBLE (DSMB), bem como por nossos médicos clínicos e de segurança internos”.

Além disso, a empresa também ressaltou que “eventos adversos doenças, acidentes, etc. mesmo aqueles graves, são uma parte esperada de qualquer estudo clínico, especialmente grandes estudos”.

Vale lembrar que, em setembro, os testes da vacina de Oxford, feita em parceria com a AstraZeneca, foram suspensos após verificada reação adversa em um dos pacientes. Os estudos foram retomados seis dias depois da interrupção.

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Reprodução/Reprodução

A vacina desenvolvida pela farmacêutica Janssen Pharmaceuticals, da J&J, recebeu o nome oficial de Ad26.COV2.S. No Brasil, foi a quarta vacina contra a Covid-19 a obter autorização de testes de fase 3, em agosto. No mês seguinte, a empresa anunciou que começaria a terceira etapa em todo o mundo, com 60 mil voluntários. Desses, 7 mil são brasileiros, segundo a Anvisa.

Além dessa vacina, após ser testada com 50 mil voluntários, a imunizante chinesa contra o novo coronavírus se mostrou segura, segundo pesquisadores chineses. Chamada Coronavac e desenvolvida pela farmacêutica Sinovac, ela também está na fase 3 de testes.

De acordo com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), se tudo correr dentro do cronograma estipulado, os testes sobre a eficácia do imunizante chinês ficam prontos em novembro e a vacinação poderá começar a ser feita a partir da segunda metade de dezembro.

Além da Coronavac e da vacina da Johnson & Johnson’s, a vacina da Oxford e a da Pfizer + BioNTech também se encontram na terceira fase de estudos. Esta é a última etapa de estudo antes da obtenção do registro sanitário que tem por objetivo demonstrar sua eficácia.

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