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Mãe de Gael se torna ré por matar filho de 3 anos em SP

Andréia Oliveira, que cumpre prisão preventiva, fará um exame de insanidade mental para apontar se sofre ou não com transtornos psiquiátricos

Por Da Redação 21 Maio 2021, 15h27

Nesta sexta-feira (21), Andréia Freitas de Oliveira, 37, mãe de Gael de Freitas Nunes, se tornou ré pelo assassinato de seu filho de 3 anos em São Paulo. A decisão aconteceu após a Justiça acatar a denúncia do Ministério Público (MP). A realização de um exame de insanidade mental na mulher, que está em prisão preventiva, também foi determinada pela denúncia.

O crime aconteceu no último dia 10 de maio, no apartamento onde a criança morava com a mãe, a irmã mais velha e a tia-avó, no centro da capital. Como não há motivo aparente para o crime, testemunhas acreditam que a mãe teria passado por um surto psicótico antes de agredir o menino.

A acusação foi feita pelo promotor Neudival Mascarenhas, do 1° Tribunal do Júri. Andréia é ré por homicídio doloso  – ou seja, com intenção de matar  – qualificado por meio cruel contra descendente e criança. A denúncia do MP aponta que Gael morreu por asfixia após ser agredido na cabeça.

O laudo necroscópico apontou sinais de maus-tratos e mostrou que a criança teve o nariz e a boca tapados, além do pescoço apertado, possivelmente pela mãe. Segundo os médicos que atenderam Gael, ele também sofreu traumatismo e fratura no crânio.

Os gritos do garoto foram ouvidos pela tia-avó que o encontrou desacordado na cozinha do apartamento com sinais de agressão física e parada cardiorrespiratória. Gael chegou ao hospital de ambulância, mas não resistiu.

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A assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a Polícia Civil concluiu o inquérito na terça-feira (18), quando chegou à conclusão que “a responsável pelo crime foi a mãe da vítima”.

Ao G1, a defesa de Andréia afirmou que ela não assumiu ter cometido o crime e “não se lembra de nada” do que aconteceu. O advogado da suspeita, Fábio Gomes da Costa, disse que a acusação do MP já era esperada, ao contrário do exame de insanidade.

“Em relação ao exame de insanidade não concordamos por hora. […] Vou esperar a intimação pra me manifestar sobre ela”, falou Fábio ao veículo. 

Desde o dia do crime, a suspeita está presa preventivamente na penitenciária de Tremembé, interior de São Paulo.

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