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Grávidas e puérperas com comorbidades têm vacinação retomada em SP

Para garantir a dose do imunizante contra a Covid-19, é necessário ter mais de 18 anos

Por Da Redação Atualizado em 17 Maio 2021, 11h34 - Publicado em 17 Maio 2021, 11h16

Após a suspensão da vacinação contra a Covid-19 para grávidas e puérperas com comorbidades em São Paulo, o grupo já pode buscar um posto no estado para garantir a sua dose do imunizante a partir desta segunda-feira (17).

O interrompimento aconteceu por conta de uma decisão da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) que recomendou que a vacina da AstraZeneca/Fiocruz não fosse aplicada neste grupo após a morte de uma mulher grávida no Rio de Janeiro, que ainda não teve a relação do falecimento comprovada com a aplicação do imunizante.

Até então, São Paulo não tinha doses suficientes da CoronaVac e da Pfizer, imunizantes liberados para as gestantes, o que impossibilitou o público de ser vacinado na última semana. Entretanto, a Secretaria de Saúde do estado conseguiu remanejar as doses com a entrega do novo lote de vacinas da CoronaVac na última quarta-feira (12).

Vale ressaltar que os critérios para entrar neste grupo são os seguintes: grávidas e puérperas, que deram à luz nos últimos 45 dias, com mais de 18 anos e doenças preexistentes. Segundo o governo estadual, aproximadamente 100 mil pessoas devem ser vacinadas neste grupo.

O que muda na imunização das grávidas

Segundo o médico obstetra e ginecologista, Fernando Boldrin, a vacina age da mesma forma no organismo da gestante ou de quem não está grávida. “O que difere em qualquer tipo de vacinação é que temos que pensar no feto. Ele não tem imunidade pronta para gerar anticorpos, portanto as imunizadoras que podem ser usadas em uma gestante são aquelas que não usam o germe vivo. Logo, todas as vacinas desenvolvidas e aprovadas pela Anvisa são seguras para o bebê em formação.”

A atenção maior com as gestantes, de acordo com o especialista, é por conta do quadro de trombose. “Existe uma tendência maior de se formar a trombose. Então a conduta frente ao ocorrido é de imediatamente suspender e avaliar qual vacina vai ser dada nas próximas”, explica sobre o caso raro e que segue sendo investigado. Não deixe de tirar suas dúvidas com o médico ou na unidade de saúde responsável pelo seu pré-natal.

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