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Cinco mulheres negras latino-americanas para conhecer e se inspirar

No Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, celebramos a vida e luta de mulheres inspiradoras

Por Joana Oliveira
Atualizado em 22 abr 2024, 20h09 - Publicado em 25 jul 2022, 17h33

Em 25 de julho de 1992, dezenas de mulheres de diferentes países da América Latina se reuniram pela primeira vez, em Santo Domingos, na República Dominicana, para debater o machismo e o racismo que estruturam a história e sociedade desse continente e as estratégias para combatê-los. Desse encontro, nasceu o Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, que no Brasil coincide com a data de homenagem à heroína negra e quilombola Tereza de Benguela. Nos 30 anos de celebração desse dia, reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), CLAUDIA destaca cinco dessas mulheres, cujo trabalho nas artes, na filosofia e na política deixam marcas no hoje e reverberarão no amanhã. 

Sueli Carneiro

Sueli Carneiro
Sueli Carneiro (Instagram/Reprodução)

Uma das mais relevantes pensadoras do feminismo negro brasileiro, a filósofa, escritora e ativista antirracismo Sueli Carneiro, de 72 anos, é fundadora e atual diretora do Geledés — Instituto da Mulher Negra, onde uma de suas primeiras ações foi conduziu um estudo em todos os cartórios e fóruns de São Paulo para pesquisar os registros de discriminação racial. A partir desse levantamento, Sueli criou o S.O.S. Racismo – Assessoria Jurídica em Casos de Discriminação Racial, para orientar gratuitamente vítimas desse crime, incentivar suas denúncias e acionar os mecanismos legais para sua defesa. Sueli também é coordenadora do Projeto PLP 2.0, aplicativo de combate a violência contra a mulher que venceu o Desafio de Impacto Social Google, diretora-vice-presidente do Fundo Brasil de Direitos Humanos e membro do Grupo de Pesquisa “Discriminação, Preconceito e Estigma”, da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo). 

Conceição Evaristo

A escritora Conceição Evaristo.
A escritora Conceição Evaristo. (Reprodução/Divulgação)

Uma das maiores escritoras brasileiras, Conceição Evaristo, de 75 anos, é militante ativa do movimento negro, fazendo da literatura sua principal arma de luta por justiça social. Em suas obras, ela aborda com sensibilidade e crudeza questões como o racismo brasileiro e a condição de ser mulher e negra no país. Olhos D’Água, coletânea de contos com a qual venceu o Prêmio Jabuti em 2105, retrata a violência urbana contra a população negra e a realidade das mulheres da periferia, tornando-se um marco da literatura nacional contemporânea

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Francia Marquez

A vice-presidente da Colômbia, Francia Marquez.
A vice-presidente da Colômbia, Francia Marquez. (Reprodução/Divulgação)

Advogada, ativista ambiental e mãe solo, a colombiana Francia Marquez, de 40 anos, fez história em junho deste ano ao tornar-se a primeira mulher negra a assumir o cargo de vice-presidente em seu país. Ela começou sua jornada política defendendo sua comunidade, na cidade de Suárez, de projetos de extração mineira. Apesar de ter sido mãe aos 16 anos, tendo a segunda filha aos 21, Francia formou-se em Técnica Agropecuária e, em 1997, passou a integrar a Organização de Processos Comunidades Negras da Colômbia. Depois, entre 2010 e 2013, foi presidenta da Associação de Mulheres Afrodescentes de Yolombó, intensificando ainda mais sua militância feminista e antirracista. Em 2020, se formou em Direito, pagando seus estudos trabalhando como empregada doméstica, com o objetivo de poder defender sua comunidade juridicamente.

Tanya E. Duarte

A ativista mexicana Tanya E. Duarte.
A ativista mexicana Tanya E. Duarte. (Reprodução/Divulgação)

Ativista do movimento negro do México e feminista antirracista, Tanya E. Duarte trabalha há mais de 30 anos atendendo mulheres vítimas de violência doméstica e sexual. Psicóloga e mestre em medicina maya, Tanya é fundadora do projeto acadêmico Afrodescendencia Mexico, uma plataforma virtual que reúne iniciativas para negros em San Cristobal de Las Casas, com o objetivo de visibilizar cada vez mais a herança africana no país. 

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Dorotea Wilson

A nicaraguense Dorotea Wilson.
A nicaraguense Dorotea Wilson. (Reprodução/Divulgação)

Um dos grandes nomes do feminismo no Caribe, a nicaraguense Dorotea Wilson é defensora e militante da cultura crioula, dos direitos humanos e das mulheres caribenhas de ascendência africana. É ela quem coordena a organização Vozes do Caribe, um movimento de mulheres que promove políticas municipais com uma perspectiva de gênero na da Nicarágua, e também é cofundadora do Fórum de Mulheres do país, além da Rede de Mulheres contra a Violência. 

 

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