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Batalha por tutela de Britney Spears é retomada. Entenda o caso

Na audiência desta quinta-feira, a juíza manteve sua decisão de dividir a tutela do patrimônio da cantora entre o Bessemer e o pai da estrela

Por Da Redação Atualizado em 11 fev 2021, 21h09 - Publicado em 11 fev 2021, 16h59

Mais de seis meses após o afastamento parcial do pai de Britney Spears de seu papel como tutor da cantora, a disputa judicial sobre o controle da vida pessoal e financeira dela foi retomada em uma audiência nesta quinta-feira (11), em Los Angeles.

Segundo a Variety, a juíza Brenda Penny concluiu na audiência, que teve a participação de Samuel D. Ingham, advogado de Britney, e Vivian Thoreen, advogada de Jamie Spears, que a decisão de novembro permanece, ou seja, que o grupo financeiro Bessemer e o pai da estrela são responsáveis pela tutela do patrimônio dela. Penny também negou o pedido de remoção integral do pai de Britney da tutela.

“Não é nenhum segredo que minha cliente não quer seu pai como co-tutelar, mas reconhecemos que a remoção é um problema separado”, comentou o advogado da cantora.

Com isso, um representante do Bessemer propôs uma colaboração entre ambas as partes para definir o controle dos bens da cantora, explicando “para que todos nós tenhamos uma ideia melhor para onde a tutela está indo.”

Assim, posteriormente, tanto o grupo como o pai de Britney devem organizar juntos um orçamento e um plano de investimento para o patrimônio de Spears. O caso continuará sendo avaliado em duas audiências marcadas para os dias 17 de março e 27 de abril.

Desde a última semana, quando o documentário Framing Britney Spears foi lançado, o tema voltou a ser um dos assuntos mais discutidos entre os fãs de cultura pop. Produzido pelo The New York Times e a FX, o filme conta a história da longa batalha pela tutela, além de mostrar como o constante assédio da mídia contribuiu para que a cantora perdesse o controle da própria vida.

“Eu espero que as pessoas reflitam sobre a cobertura [midiática] e sobre como participamos dela – seja consumindo ou acreditando. A razão pela qual ela estava tanto na TV e nas revistas era porque nós consumíamos isso”, disse Samantha Stark, diretora do documentário, ao Refinery29. “Devemos refletir sobre o quão fácil é fazer dinheiro com o corpo das mulheres sem o consentimento delas.

Entrevistando jornalistas, advogados e ex-colegas, o filme também investiga o movimento #FreeBritney, criado em 2008 pelos fãs da cantora, que acusam o pai dela, Jamie Spears, de controlar a vida da filha contra sua vontade.

Desde a estreia do documentário, a adesão à campanha aumentou, com celebridades como Sarah Jessica Parker e Andy Cohen postando a hashtag no Twitter. “Nenhum artista atual tem que suportar a literal tortura que a mídia/sociedade/misóginos infligiram a ela. Culturalmente, a conscientização sobre saúde mental não teria chegado aonde chegou sem o preço terrível que ela pagou”, postou a cantora Hayley Williams.

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Uma nova campanha também surgiu com a repercussão do filme, dessa vez pedindo desculpas a cantora por, de certo modo, contribuir com seu escrutínio. “Sentimos muito, Britney”, diz a foto publicada no Instagram de Courtney Love, que escreveu nos comentários desejar que a colega ainda consiga viver “uma vida decente e bem vivida.”

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Desde 2019, por causa de alguns problemas de saúde de Jamie, a tutela de Britney é responsabilidade de Jodi Montgomery, que já atuava como uma espécie de cuidadora da cantora. No ano passado, contudo, o advogado de Britney, Samuel Ingham III, requisitou que Jody assumisse a função de forma permanente, pois sua cliente “se opunha fortemente” que seu pai continuasse sendo seu tutor.

A Justiça negou a solicitação, mas estendeu o mandato de Jodi até setembro deste ano e atendeu ao pedido de Britney para nomear a Bessemer Trust, empresa de gestão patrimonial, como cotutora. Assim, é esperado que a audiência desta quinta discuta os papéis de de Jamie e da Bessemer na administração das propriedades da artista, segundo informações do The New York Times.

Entenda o caso

Jamie Spears assumiu a tutela da filha em 2008, após Britney viver uma fase conturbada que culminou com sua internação em uma clínica de reabilitação. Desde então, a artista perdeu o direito de fazer suas próprias escolhas, não podendo trabalhar, dar entrevistas ou mesmo se casar e até dirigir sem a autorização do pai.

Ele alega que tal gesto salvou a cantora da ruína financeira e que “sua única motivação é seu amor incondicional pela filha e um desejo feroz de a proteger daqueles que buscam tirar vantagem dela.” Porém, para os fãs de Britney (a quem Jamie já chamou de teóricos da conspiração), a tutela é abusiva e precisa ser revista.

“Sua equipe tem mantido ela quieta por anos e agora é hora da Britney falar! Ela foi presa contra sua vontade e mantida quieta por muito tempo. Neste momento, não se trata da pop star Britney, se trata de Britney Jean, a pessoa. Ela é um ser humano, não um pônei de espetáculo”, dizia uma petição criada por seus admiradores.

Em uma audiência no ano passado, o advogado de Britney revelou que, apesar de reconhecer que a tutela a ajudou no começo e, provavelmente, salvou sua carreira, hoje ela já não deseja mais que seu pai controle sua vida. “Minha cliente me informou que tem medo do pai”, disse Ingham, segundo a Associated Press. “Ela não voltará a fazer shows enquanto seu pai estiver comandando sua carreira.”

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