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‘Rust’: membro da equipe processa Alec Baldwin por negligência

Este é o primeiro processo movido contra o ator com base no acidente que ocorreu no set do longa no dia 21 de outubro

Por Da Redação 11 nov 2021, 15h49

Após 20 dias do acidente no set do filme Rust, um grupo de advogados informou nesta quarta-feira (10) que um membro da equipe abriu um processo por negligência contra a o ator e produtor americano Alec Baldwin pelos disparos acidentais que levaram à morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins. 

Esta é a primeira ação judicial que foi aberta com base na tragédia que ocorreu no dia 21 do último mês.

Movido pelo técnico-chefe de iluminação do filme e amigo da vítima, Serge Svetnoy, o processo também cita a armeira Hannah Gutiérrez-Reed, de 24 anos.

De acordo com o afirmado por Serge no documento, o incidente “foi causado por atos de negligência e omissões” de Baldwin, o protagonista e produtor do filme, e de outros membros da equipe de produção. 

“Não havia nenhum motivo para colocar uma bala de verdade naquele revólver, ou para que ele estivesse no set de Rust, e a presença de uma bala em um revólver representava uma ameaça letal para todos ao redor”, diz a ação registrada em um tribunal de Los Angeles.

Ainda segundo Serge Svetnoy, Alec Baldwin, o vice-diretor do filme, Dave Halls, e Hannah não seguiram as práticas da indústria cinematográfica no manuseio de armas e “permitiram que um revólver carregado com munição real atingisse pessoas”.

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Serge Svetnoy e Halyna Hutchins
Serge Svetnoy/Facebook/Reprodução

O especialista em iluminação ainda culpou a armeira Hannah Gutierrez-Reed por aceitar um trabalho acima de sua experiência em uma gravação em que eram necessários “vários armeiros auxiliares para manusear de forma segura” as armas.

Após terem acesso ao processo, os advogados de Hannah voltaram a se manifestar através de um comunicado insistindo em dizer que sua cliente não sabe por que havia munição de verdade no set.

“Estamos pedindo uma investigação completa de todos os fatos, incluindo as balas reais e quem as colocou ali “, declarou o advogado da armeira, Jason Bowles. “Estamos convencidos de que foi uma sabotagem. Também acreditamos que a cena foi alterada antes da chegada da polícia.”

Apesar das alegações da defesa da armeira, a promotora distrital do condado de Santa Fé, Mary Carmack-Altwies, descartou nesta quarta-feira (10) a ideia de conspiração. “Não temos nenhuma prova”, disse em entrevista ao ABC News.

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