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Dildos: em vários formatos, sex toys penetráveis ajudam a alcançar prazer

Esses brinquedos vêm em diferentes formas, tamanhos e materiais e provocam estímulo através da penetração vaginal, oral e anal

Por Joana Oliveira 29 abr 2022, 09h09

O uso de sex toys vem sendo, felizmente, cada vez mais desmistificado. Só durante o confinamento na pandemia de Covid-19, a venda de produtos eróticos aumentou 50%, de acordo com uma pesquisa feita pelo portal MercadoErotico.Org. Os vibradores, claro, são sucesso absoluto e queridinhos das mulheres. Mas você já experimentou um dildo? Esses brinquedos penetráveis podem ter diversos tamanhos, formatos e feitos de diferentes materiais, desde silicone, vidro e cristal até o metal, e servem para provocar estímulos sexuais por meio da penetração vaginal, oral ou anal. Ou seja, existem para te dar prazer. “Eles podem ser usados sozinha ou a dois, e são mais uma ferramenta para ajudar a sair da rotina e até realizar fantasias“, comenta a sexóloga Cátia Damasceno.

Ela lembra que o “dildo é um dos primeiros brinquedos sexuais da história“. De fato, a peça mais antiga desse tipo já encontrada é um falo de 20 centímetros, feito com uma pedra porosa, que data do período Paleolítico superior (40000 a 10000 a.C.),e foi encontrado na caverna de Hohle Fels, na Alemanha. “Pode-se dizer até que faz parte da biografia humana, da busca contínua pelo aumento do prazer sexual”, acrescenta a sexóloga. À medida em que os materiais foram evoluindo, os dildos mais comumente encontrados eram os de borracha, realistas, que imitavam a aparência de um pênis, mas hoje eles estão longe de limitar-se à aparência desse genital. 

Na Mitra, marca brasileira de bem estar sexual, eles são feitos em cristais, como o quartzo, e têm formatos orgânicos. Poderiam até ser confundidos com objetos de decoração. Tati Freitas, criadora da marca, os chama de “massageadores”, ressaltando seu uso como “ferramenta de conexão energética entre corpo e mente”.

Dildos da marca Mitra, feitos em cristais.
Dildos da marca Mitra, feitos em cristais. Mitra/Reprodução

Os dildos são frequentemente usados na relação sexual entre duas mulheres, mas, como qualquer brinquedo sexual, eles podem trazer mais prazer para a relação entre quaisquer pessoas (sempre com consentimento, claro) e intensificar, inclusive, a masturbação individual. “Esses objetos eróticos potencializam o prazer, seja a sós ou com outro alguém, ajudando a aprofundar a intimidade de cada um e do casal, à medida em que vamos experimentando e descobrindo não só os gostos do outro, mas os nossos próprios”, comenta Cátia.

E não faltam opções de dildos para usar a dois, como os que penetram as duas pessoas ao mesmo tempo. No modelo da marca Share, esse tipo de dildo não tem ventosa e dispensa o uso de cinta, pois tem duas extremidades bem flexíveis que penetram simultaneamente no casal, permitindo a liberdade de movimento, além de ser também um vibrador. Na Pantynova, o DUO tem uma extremidade menor, que encaixa na vagina, deixando a outra ponta, mais longa, livre para penetrar a outra pessoa. Além disso, o brinquedo também é vibrador e tem controle remoto. Esses são exemplos de modelos ótimos para serem usados tanto no sexo lésbico quanto na prática de pegging (como é a chamada a penetração feita pela mulher ao homem). Outro produto da marca é o Dilda, um modelo rosa, com ventosa e sete velocidades de vibração.

O dildo Alpina G, da Pantynova.
Pantynova/Divulgação

“Fazemos brinquedos sexuais para todos os corpos. Sempre tivemos uma demanda grande da própria comunidade LGBTQIA+, recebemos muitas mensagens de homens gays e mulheres trans procurando produtos assim”, conta a artista plástica Heloisa Etelvina, uma das fundadoras da Pantynova, que utiliza silicone cirúrgico nos produtos. Em 2018, quando ainda eram um casal, ela e a sócia, a designer de moda Izabela Starling, criaram a marca porque sempre gostaram de usar sex toys penetráveis, mas não encontravam nada no mercado que as agradasse. “Era tudo muito realista, pênis de borracha enormes e cheios de veias… Alguns vinham até com saco escrotal, tudo muito feio”, lembra Heloisa. Foi então que elas decidiram criar um e-commerce voltado, principalmente, para o prazer feminino, com atenção especial às pessoas que não se encaixam nos padrões heteronormativos.

Primeiro, elas criaram um strap-on (também chamado pelo péssimo nome de “cintaralho”) de tecido, em contraposição aos modelos com cintas de plástico ou couro, que machucam a pele. “Os que encontrávamos nas lojas eram muito desconfortáveis. Quem os criou, claramente nunca usou um”, ri Heloisa. Depois, ela usou seus dons artísticos para desenhar o primeiro dildo da marca, inspirado na botânica, com formatos e texturas que remetem a folhas e caules, como os demais modelos que surgiriam depois. “Queremos criar produtos que não apenas deem prazer, mas que também tenham um apelo estético”, acrescenta a co-fundadora da Pantynova. É ela quem nos ajuda na dica de como escolher e usar um dildo.

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Como escolher

O fundamental, concordam Heloisa e a sexóloga Cátia Damasceno, é conversar com a pessoa com quem você vai usar o brinquedo e escolher juntas o modelo ideal para ambas, com qual tamanho e material se sentem confortáveis. “Principalmente para uma primeira experiência, os modelos mais maleáveis, de silicone, são mais fáceis e podem evitar machucados e irritações na região íntima”, diz Cátia.

Para penetração anal, é importante escolher um dildo que tenha o que chamamos de stop, uma base maior com limite de penetração, para não machucar. Muita gente não sabe, mas o ânus funciona quase como um aspirador e tem a capacidade de sucção, então, cuidado”, alerta Heloisa.

Como usar

Lubrifica, meu amor, lubrifica. Essa é a dica de ouro para quem quer experimentar com os dildos. As especialistas dizem que, independentemente do tamanho, do material do brinquedo ou mesmo da lubrificação natural de cada pessoa, é importante usar lubrificantes (os mais indicados são aqueles à base de água), para deixar tudo mais suave na hora do prazer. Dito isso, se o dildo vem com ventosa, você pode encaixá-lo na superfície que preferir ou usar um strap-on na hora de transar com alguém. “Os nossos, de tecido, têm formatos de calcinha ou cueca, são bem confortáveis e dão estabilidade”, diz Heloisa. No caso dos modelos com ambas extremidades penetráveis, é só encaixar uma delas na vagina, usar a outra ponta para penetrar a outra pessoa e aproveitar.

Dilda, brinquedo penetrável e vibrador da Pantynova.
Dilda, brinquedo penetrável e vibrador da Pantynova. Pantynova/Divulgação

Como higienizar

Essa parte também é fundamental. Todo dildo deve ser higienizado antes e depois do uso, inclusive logo após a compra. Qualquer sex toy que não é bem limpo ou esterilizado pode acumular fungos e bactérias e, assim, causar infecções. O ideal é que a higienização seja feita de acordo com a indicação do fabricante de cada produto. Nos que são de silicone e cristais, normalmente a indicação é de lavar com sabonete antibacteriano e água corrente em temperatura ambiente. “É preciso ter cuidado com as especificações também para não molhar partes sensíveis ou submergir produtos que não são resistentes à água”, ressalta Heloisa. Entradas de carregamento, partes de plástico e metálicas devem ser protegidas. Os dildos feitos com silicone médico podem ser fervidos (desde que não tenham nenhum desses componentes), mas jamais deve ser higienizado com álcool, pois a substância destrói sua película de proteção.   

Onde guardar

Dildos que não são bem armazenados também podem ter proliferação de fungos e bactérias, então é importante que cada um seja guardado no seu próprio saquinho ou necessaire individual de algodão ou Tyvek, um não-tecido tecnológico que ajuda a manter os materiais protegidos. Eles precisam ser armazenados em locais frescos e protegidos do sol, e vale lembrar que os brinquedinhos não devem ficar ao alcance de crianças ou pets.

Seguindo essas orientações, é só experimentar e se jogar no prazer!

 

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