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Reiki: o que é, como funciona e quais são os benefícios da cura pelas mãos

A técnica promove o realinhamento dos chakras, a diminuição do estresse, e até mesmo o aprendizado de princípios relacionados à felicidade plena

Por Kalel Adolfo Atualizado em 26 jun 2022, 10h54 - Publicado em 25 jun 2022, 08h11

Mais do que apenas a cura pelas mãos, o reiki é uma medicina e filosofia ancestral — originada no Japão — que traz ensinamentos capazes de transformar a maneira em que experienciamos a realidade. Marcela Miyashita, mestre reikiana e fundadora da escola Miyatheraphy, descreve a técnica como uma “chuva de amor”.

“Essa é uma explicação para o coração. É um carinho da espiritualidade. Quando eu ensino a prática para crianças, e elas me perguntam o que realmente é o reiki, eu respondo que é um ‘hadouken’. Todas entendem bem rápido, pois não deixa de ser uma bola de força”, brinca Marcela.

Porém, em termos técnicos, Miyashita esclarece que o reiki é a canalização da energia universal. “É a concentração de tudo o que precisamos para viver, com exceção da alimentação e da ingestão de líquidos. O sol, a lua e as plantas fornecem energias essenciais, mesmo que não consigamos enxergar. Precisamos desse ‘prana’, que é uma força cósmica. Através da imposição das mãos, conseguimos canalizar essas vibrações que promovem o bem-estar físico e mental.”

Segundo a mestre, o reiki traz os mesmos benefícios da meditação profunda, esvaziando a mente e permitindo que o fluxo de energia corra através do corpo. Porém, ao invés de fazer isso sozinhos, a técnica facilita o processo: “É como se alguém fizesse por nós. Consequentemente, nos sentimos leves, tranquilos e plenos após a sessão”, pontua.

Origem do reiki

Marcela clarifica que a técnica de cura pelas mãos precede a humanidade: “Buda e Jesus Cristo são grandes mestres que realizavam esse trabalho. Mas a origem dele, da forma que conhecemos hoje, veio do Japão. O responsável foi Mikao Usui, que codificou o sistema do reiki e o trouxe para a humanidade em 1922. É super recente. E claro, hoje o método possui inúmeras vertentes, já que a passagem de mestres para discípulos estimulava algumas alterações.”

Princípios do reiki

Contudo, apesar do reiki possuir certas ramificações, ele é construído com base em cinco princípios básicos, descritos por Mikao como a “chave secreta para alcançar a felicidade”. São eles:

  • Só por hoje, não se irrite (Kyo dake wa Okoru-na)
  • Só por hoje, não se preocupe (Kyo dake wa Shinpai suna)
  • Só por hoje, seja grato (Kyo dake wa Kansha shite)
  • Só por hoje, trabalhe arduamente (Kyo dake wa Gyō wo hakeme)
  • Só por hoje, seja gentil com todos os seres vivos (Kyo dake wa Hito ni shinsetsu ni)

“Vale lembrar que ‘trabalhar arduamente’ não é sinônimo de ser workaholic. Aqui, estamos falando sobre se empenhar para melhorarmos como seres humanos, nos empenhando para evoluir emocionalmente e mentalmente”, alerta Marcela.

A especialista reitera que não adianta receber reiki e manter determinados padrões prejudiciais: “Você vai voltar a adoecer. É como fazer inalação e continuar fumando. Por isso, tentar seguir esses princípios é muito importante. Aliás, eles devem ser ditos em japonês, por conta do espírito da palavra. Mas para que o mantra faça sentido para nós, explicamos em português.”

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Benefícios do reiki

Segundo Miyashita, as mãos servem como um condutor: a energia universal presente no corpo do terapeuta passa para quem está recebendo. “A imposição de mãos também é útil para tratar locais de dores específicas. Por isso, não é interessante que estejamos de pernas e braços cruzados ao realizarmos um trabalho espiritual, pois as vibrações não se movimentam com fluidez”, esclarece.

O reiki realinha os nosso sete chakras principais.
O reiki realinha os nossos sete chakras principais. Gremlim (Getty)/Reprodução

Compreendendo a passagem de energia pelas mãos, podemos entender a forma em que o reiki realinha os nossos chakras — que são centros de força espalhados por nosso corpo — e o quanto isso é benéfico. “Temos sete chakras principais: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, plexo solar, umbilical e básico. Todos eles estão relacionados a vísceras e órgãos primordiais.”

A mestre reikiana elucida que, quando os chakras estão desalinhados, sofremos com problemas como ansiedade, estresse, depressão e males físicos: “Tudo isso está ligado ao excesso ou a deficiência de algo: são os padrões yin-yang. O equilíbrio está em ter a mesma proporção de excessos e escassez, um completando o outro.”

Marcela traz um exemplo: “Aquela pessoa que está sempre sendo comunicativa, fazendo tudo, uma hora vai cansar. Ela chega no extremo ‘yin’ e polariza pro extremo ‘yang’. A sobrecarga é transformada em tristeza extrema. Aí vem aquelas crises de choro, porque o corpo quer balancear o excesso de emoção.”

Por isso, o reiki pode ser um ótimo aliado tanto para a depressão — pois favorece a elevação da energia — quanto para a ansiedade — porque diminui toda aquela vibração descontrolada. “Tudo é criado no plano mental. Por esse motivo, os chakras da cabeça são extremamente essenciais: acalmando os pensamentos, deixamos a energia fluir a fim de reequilibrar o nosso organismo.”

Dentro de nossos corpos, também temos as ‘nadis’, que são centros que distribuem a nossa energia. A técnica japonesa age destravando todos eles, removendo estagnações ou bloqueios. “Por isso, até algumas dores físicas são solucionadas através da prática. O reiki age a nível celular. Receber uma aplicação é como ser curado de dentro para fora, não o contrário”, declara.

Autoaplicação

E se engana quem acredita que não podemos aplicar reiki em nós mesmos: após efetuar um curso e ter o conhecimento necessário acerca da técnica, é imprescindível realizar a autoaplicação. “Precisamos canalizar as energias universais tanto para os outros quanto para nós mesmos. Neste processo, conseguimos melhorar a nossa qualidade vibracional e realinhar os próprios chakras. Recomendo fazer isso diariamente”, conclui.

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