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6 erros que você comete na academia

Decisões aparentemente inofensivas podem prejudicar o seu treino mais do que você imagina. Conheça alguns deslizes comumente cometidos no momento da malhação e evite-os.

Por Bruna Bittencourt Atualizado em 28 out 2016, 14h39 - Publicado em 13 out 2015, 07h57

 

1. Investir só em aeróbicos para emagrecer

 
Tudo bem que caminhar ou pedalar queima muitas calorias, mas só isso não adianta se seu objetivo for reduzir a gordura corporal. O ideal é combinar esse tipo de atividade a treinos de força. “Quanto mais músculos você tiver, mais acelerado ficará seu metabolismo e, assim, você aumentará o gasto calórico e o consumo de gordura”, explica Ivo Moraes, coordenador de musculação da unidade Paulista da academia Competition, em São Paulo. A ginástica com peso também é importante para fortalecer tendões e ligamentos, prevenindo lesões durante a prática aeróbica, e para tonificar os músculos, evitando a flacidez decorrente do emagrecimento.
 

2. Exercitar apenas pernas e bumbum

 
Apesar de serem as áreas que mais incomodam e acumulam gordura, malhar só os membros inferiores pode trazer inúmeros prejuízos. O primeiro deles é estético, já que a parte inferior do corpo ficará mais tonificada e em melhor forma do que a superior. “Outra questão diz respeito à postura e à estabilidade, que só podem ser trabalhadas quando acionamos os músculos presentes nas costas, na lombar e nos ombros”, afirma o educador físico Felippe Norimatsu, da academia Reebok, em São Paulo. Por fim, há o risco de sobrecarregar as articulações dos joelhos ao realizar exercícios demais apenas para as pernas.
 

3. Fazer treinos muito longos

 
É consenso entre os profissionais de educação física que a intensidade do treino vale mais do que o tempo de malhação. “Ou seja, é melhor malhar por 30 minutos de forma vigorosa do que passar uma hora e meia na mesma atividade em ritmo moderado ou leve”, diz Felippe Norimatsu. Em treinos curtos, o metabolismo fica mais acelerado, pois o esforço é maior e o corpo não tem tempo de se acostumar ao estímulo do exercício. “Já nos longos, é difícil manter o pique o tempo todo, o que faz o rendimento cair. Além disso, o perigo de sobrecarga nas articulações é maior.”
 

4. Pular o aquecimento

 
Começar a caminhar na esteira em uma velocidade já avançada ou iniciar um treino de força sem antes aquecer músculos e ligamentos são atitudes que afetam sua saúde. “O aquecimento serve para elevar a temperatura corporal e os batimentos cardíacos, além de tirar o corpo do repouso e prepará-lo para o exercício”, ensina Ivo Moraes. Se pular essa etapa, você elevará a frequência cardíaca de maneira muito rápida, o que pode levar a um mal-estar súbito, e prejudicará as articulações, que não terão tempo suficiente para entrar no ritmo. “Os movimentos devem ser específicos para a atividade que será realizada depois”, ressalta Ivo. Um exemplo clássico é andar devagar na esteira antes de iniciar uma corrida. Mas valem agachamentos sem carga ou outros movimentos que despertem os músculos que serão trabalhados.
 
 

5. Não seguir o número de repetições indicado 

 
Cada série de exercícios tem um objetivo, devidamente traçado pelo professor. Os treinos de resistência, em geral, usam carga de leve a moderada e séries de 15 repetições. Os de ganho de massa muscular, ao contrário, são feitos com maior peso e menos repetições. “Se o aluno fizer mais ou menos movimentos do que o proposto, estará mudando a característica do treino e não alcançará os objetivos”, alerta Felippe. E lembre-se: ao fazer menos do que deveria, você certamente também gastará menos calorias.
 

6. Malhar todos os dias do mesmo jeito

 
Fazer o mesmo exercício diariamente, dando sempre igual estímulo ao organismo, não é nada indicado. “Você deve praticar esportes todos os dias, mas desde que faça atividades diferentes – alternando, por exemplo, treinos aeróbicos com os de força – ou que trabalhe grupos musculares distintos”, recomenda a educadora física Bianca Vilela, da assessoria esportiva que leva seu nome, em São Paulo. Segundo ela, ao repetir sempre a sequência de treino de força, os músculos não têm o tempo necessário para se recuperar das microlesões provocadas pelos exercícios (o que demora 48 horas, no mínimo) e você não verá tanto os efeitos da modalidade. “Já no caso da atividade aeróbica, correr ou pedalar sem intervalo pode significar maior risco de lesão nos ligamentos e tendões por causa da sobrecarga do esporte”, completa a expert. E mais: se não variar, você tornará a malhação monótona, o que pode levá-la a desistir de se exercitar. Sem falar que o organismo acaba por se acostumar àquela atividade e, sem desafios, tenderá a responder cada vez menos aos estímulos e não se beneficiará tanto.
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