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Vacina contra HIV apresenta baixa eficácia e estudo é encerrado

O imunizante, produzido pela Johnson & Johnson, não passou nos testes clínicos, mas é possível que os resultados indiquem novos caminhos

Por Da Redação
1 set 2021, 18h30

Os estudos de uma vacina experimental contra o HIV, vírus que causa a Aids, foram encerrados após novos dados mostrarem que a proteção oferecida pelo imunizante era insuficiente. A vacina, fabricada pela Johnson & Johnson, apresentou apenas 25% de eficácia.

Em entrevista ao jornal The New York Times, Glenda Gray, principal pesquisadora do estudo e presidente do Conselho de Pesquisa Médica da África do Sul afirmou emocionada: “Eu já deveria estar acostumada, mas você nunca está. Você ainda coloca seu coração e alma nisso”. Há mais de 15 anos a pesquisadora tenta desenvolver uma vacina contra o vírus.

Intitulado Imbokodo, o estudo analisou 2,6 mil mulheres, entre 18 e 35 anos, de cinco países da África Subsaariana (Malaui, Moçambique, África do Sul, Zâmbia e Zimbábue). A área de escolha foi essencial para determinar o estudo, já que a região representa a maior parcela de mulheres vulneráveis em todo continente, o que representa quase dois terços das novas infecções por HIV em 2020.

Os testes começaram em 2017 e, desde então, as participantes receberam quatro doses da vacina ao longo do período de estudo, sempre acompanhadas pelos pesquisadores. Durante dois anos de observação, de 1.079 que receberam o imunizante, 51 foram infectadas. E 63 das 1.109 que receberam placebo contraíram HIV.

“Apesar da nossa decepção que a vacina candidata não forneceu um nível suficiente de proteção contra a infecção pelo HIV no ensaio Imbokodo, o estudo fornecerá descobertas científicas importantes na busca contínua por uma vacina para prevenir o HIV”, afirmou Paul Stoffels, diretor científico da Johnson & Johnson.

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A vacina foi desenvolvida com a tecnologia do adenovírus inativado, assim como algumas vacinas contra a Covid-19. O estudo, apesar de apresentar baixa eficácia, trouxe dados úteis. Pesquisas realizadas na Tailândia apresentaram indícios de que os anticorpos produzidos pela vacina podem oferecer proteção suficiente contra o vírus no período inicial da infecção.

Segundo Glenda, o local onde os números de incidência da doença são maiores pode ter sido determinante para o resultado. “O tipo de resposta imunológica induzida não foi suficiente para interromper as altas taxas de ataque que vemos na África”, explicou.

De acordo com a fabricante, um estudo paralelo, chamado de Mosaico, deve continuar. Oito países, incluindo o Brasil, são sede para testes de um outro imunizante que estuda a vacina em homens que tem relações sexuais com outros homens e pessoas trans.

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