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Museu de Nova York anuncia retirada de estátua racista de Roosevelt

A estátua apresenta o ex-presidente americano imponente em um cavalo. Atrás de suas pernas, parados em pé, estão um indígena e um negro

Por Da Redação - Atualizado em 22 jun 2020, 11h59 - Publicado em 22 jun 2020, 11h29

Seguindo o movimento de retirada de monumentos históricos que exaltam personalidades escravagistas, o Museu de História Natural de Nova York anunciou que vai retirar a estátua do ex-presidente americano Theodore Roosevelt de sua entrada principal.

A decisão é tomada em meio às manifestações nacionais contra o racismo e a brutalidade policial, que tomaram conta das ruas de várias cidades americanas e de outros países após a morte de George Floyd.

O monumento, feito de bronze, está no local desde a inauguração da instituição, em 1940. Nele, Roosevelt é apresentado em um cavalo, ao lado de um negro e de um indígena, ambos a pé. A imagem, para muitos, simboliza o colonialismo e a discriminação racial.

O museu solicitou permissão para a remoção da estátua ao prefeito de Nova York, Bill de Blasio, que aceitou o pedido. “O Museu Americano de História Natural pediu para remover a estátua de Theodore Roosevelt, porque apresenta explicitamente negros e indígenas como subjugados e racialmente inferiores. A cidade apoia a solicitação do museu”, afirmou o prefeito. “É a decisão correta e o momento correto para remover esta estátua problemática”, completou.

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Monumento apresenta Roosevelt imponente em um cavalo, com um indígena e um escravo ao lado a pé.
Monumento apresenta Roosevelt imponente em um cavalo, com um indígena e um negro ao lado a pé. Para muitos, trata-se de um símbolo do colonialismo e do período de escravidão Rob Kim/Getty Images

Em comunicado, Ellen Futter, presidente do museu, afirma que “a remoção da estátua será um símbolo de progresso” e de “compromisso para construir e sustentar uma comunidade do museu inclusiva e equitativa e uma sociedade mais aberta”.

Theodore Roosevelt foi presidente dos Estados Unidos de 1901 a 1909 e é considerado um dos primeiros conservacionistas e naturalistas americanos. Seu bisneto, Theodore Roosevelt IV, administrador do museu, concordou com a decisão.

“O mundo não precisa de estátuas, relíquias de outro época, que não refletem os valores da pessoa que desejam homenagear nem os valores de igualdade e justiça”, afirmou no mesmo comunicado divulgado pela instituição.

Retirada de monumentos escravagistas

O movimento de remoção de monumentos que fazem referência ao período escravagista começou no início do mês de junho, quando manifestantes britânicos derrubaram a estátua de Edward Colston, comerciante responsável pelo tráfico de escravizados, e jogaram no rio Avon, em Bristol, na Inglaterra.

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Após o ocorrido, Sadiq Khan, prefeito de Londres, afirmou que irá analisar todas as estátuas da cidade, a fim de retirar as que têm ligação com o sistema da escravidão.

Já na Virgínia, nos Estados Unidos, uma estátua de Cristóvão Colombo, apontado na história como o primeiro conquistador europeu a chegar ao continente americano, foi incendiada e jogada em um lago. Na mesma cidade, a estátua de Jefferson Davis, militar que defendia a manutenção da escravidão no país, também foi derrubada.

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