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Mulheres são proibidas de frequentar Universidade de Cabul, no Afeganistão

A medida que vale para professoras e estudantes foi anunciada nesta segunda-feira (27) pelo novo reitor da instituição e integrante do Talibã

Por Da Redação 28 set 2021, 12h12

O reitor da Universidade de Cabul, no Afeganistão, Mohammad Ashraf Ghaira, anunciou nesta segunda-feira (27) que mulheres e professoras serão proibidas de frequentar a instituição. 

Ghaira, de 34 anos, foi nomeado recentemente como reitor da Universidade pelo Talibã. O grupo extremista, que está no controle do país desde agosto, tem designado com frequência religiosos para cargos de prestígio e autoridade dentro dos congressos e instituições. 

“Eu dou a vocês minha palavra como reitor da Universidade de Cabul, enquanto não houver um ambiente realmente islâmico para todos, não será permitido às mulheres vir à universidade ou trabalhar. Islã primeiro”, escreveu Ghaira em uma rede social.

A medida vai contra os anúncios dos próprios líderes do Talibã. Eles chegaram a afirmar que mulheres poderiam estudar, desde que separadas dos homens.

Além de não poderem estudar, as cidadãs também foram proibidas de voltarem ao trabalho. De acordo com o The New York Times, as funcionárias da Universidade de Cabul foram contra a nova regra, alegando que o Talibã não tem o monopólio da interpretação da fé islâmica.

O grupo, governante composto inteiramente por homens, alegou que a proibição é temporária e por motivos de segurança. No entanto, a população feminina do país teme que que a realidade seja igual ou pior a de 20 anos atrás, quando havia tantas restrições às mulheres que elas não podiam sequer andar em público sem estarem acompanhadas de um parente do sexo masculino.

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