Governo Trump acabará com iniciativas criadas por Michelle Obama

Um dos programas que será descontinuado é o Let Girls Learn, que incentiva a educação de meninas adolescentes

Dois programas voltados para crianças e adolescentes e desenvolvidos por Michelle Obama, ex-primeira-dama dos Estados Unidos, serão descontinuados pelo governo de Donald Trump. Um deles, o Let Girls Learn (Deixe as garotas aprenderem, em português), que tem como objetivo estimular a educação de meninas adolescentes, seria interrompido de imediato.

Essa iniciativa foi criada em 2015 para facilitar as oportunidades de estudos para adolescentes nos países em desenvolvimento. A ex-primeira dama, inclusive, fez várias viagens para o Marrocos e Libéria, dois dos países abraçados pela ação, para promover o projeto.

Em um primeiro momento, segundo documentos sigilosos descobertos pela emissora americana CNN, a iniciativa seria descontinuada imediatamente. No entanto, um segundo pronunciamento da Casa Branca relatou que não sofreria mudanças. Mesmo alguns pontos sendo mantidos, foi instruído que os funcionários que trabalham no projeto parem de usar o nome dado por Michelle.

Melhorias na alimentação escolar

O Programa Nacional de Almoço na Escola, uma segunda iniciativa da ex-primeira-dama que visava a garantia de melhorias na qualidade nutricional dos alimentos servidos nas escolas públicas americanas, será flexibilizado, de acordo com as novas medidas anunciadas por Sonny Perdue, secretário da Agricultura, na última segunda-feira (1).

A flexibilização aconteceu no sentido de que, agora, as escolas não são mais obrigadas a servir leite com menos gorduras e alimentos com baixas quantidades de sódio. A única exigência mantida pelo atual governo foi a de que as refeições precisam ser ricas em grãos.

Empenho de Barack Obama

Pouco tempo antes de deixar a presidência dos Estados Unidos, Barack Obama se empenhou para assegurar que a nova gestão continuasse com o Let Girls Learn. Doações de cinco milhões de dólares do setor privado para o projeto, que fizeram aumentar o orçamento da iniciativa para mais de um bilhão de dólares, foram a tentativa do ex-presidente de evidenciar o sucesso do programa, na esperança de que o novo presidente o continuasse.