Especial Água — parte 3: não deixe um bem precioso ir pelo cano

Na terceira parte de nosso especial, contamos por que o vaso sanitário pode ser uma das razões para a conta de água chegar sempre nas alturas.

Ao falar em produtos que ficam ultrapassados com o avanço tecnológico, a primeira categoria que vem à mente é a de eletrônicos, como computadores e celulares. Mas saiba que seu vaso sanitário pode ser tão datado quanto um daqueles telefones “tijolões” sem acesso à internet. O pior é que, nesse caso, a performance aquém dos padrões atuais pode prejudicar não só o bolso como também o planeta. Descubra como e por que louças velhas são vilãs no consumo de água.

• Quem mora em um imóvel com mais de 15 anos pode estar gastando água à toa. Isso porque os vasos sanitários antigos, em função de seu tamanho e do desenho do sifão, exigiam um volume de 9 a 12 litros para dar a descarga, independentemente do tipo de caixa utilizado. “A partir do início dos anos 2000, começaram a ser produzidos modelos que usam apenas 6 litros”, conta Osvaldo Barbosa de Oliveira Jr., da Deca. Hoje, a medida é praticamente padrão de mercado – um ótimo motivo para enfim trocar aquela bacia antiquada. Mas lembre-se: se a válvula não for substituída também, é preciso fazer a regulagem para adequá-la à nova vazão.

• Dica Minha Casa: cuide não só do vaso, mas de todo o sistema. Vazamentos são a principal fonte de desperdício de água – um problema no tubo de alimentação, por exemplo, pode resultar em perda de mais de 140 litros por dia! Osvaldo recomenda que a manutenção seja feita pelo menos a cada seis meses.