Veja por que a volta de Linda Hamilton como Sarah Connor promete ser épica

Ela é simplesmente uma das personagens mais icônicas da história dos filmes de ação - e temos motivos para crer que esse retorno será incrível.

 (Paramount Pictures/Divulgação)

Quem diria que um novo filme de “O Exterminador do Futuro” – batizado de “Destino Sombrio”–  seria capaz de empolgar a gente em pleno 2019, não é mesmo? Afinal, o que não falta nos últimos anos são lançamentos desnecessários de franquias que já deviam ter acabado.

Acontece que o retorno de Linda Hamilton como Sarah Connor fisgou nossos corações. Afinal, ela era uma das únicas personagens fodonas dos filmes de ação dos anos 1980 e início dos 1990 – época marcada pela consagração do gênero, com ídolos como Arnold Schwarzenegger, Jean-Claude Van Damme, Chuck Norris, Sylvester Stallone, Bruce Willis etc. Em meio a esse mar de testosterona, Linda era uma excessão – ao lado de Sigourney Weaver e Jamie Lee Curtis, vale lembrar.

 (O Exterminador do Futuro 2 - O Julgamento Final/Reprodução)

A atriz interpretou Sarah nos filmes 1 e 2 da franquia, que foram lançados em 1984 e 1991. Agora, aos 62 anos, ela retorna ao papel que a consagrou.

Nesse meio tempo, a franquia lançou filmes lamentáveis, que foram massacrados pelo público e pela crítica. Mesmo assim, “Destino Sombrio” gerou uma onda de expectativas positivas desde que foi anunciado – por causa da volta de Linda e também de James Cameron. O cineasta é cocriador da franquia, mas nesse longa ele assina apenas como produtor. Na direção, porém, temos outro nome badalado: Tim Miller, de “Deadpool”.

Lançado em maio, o primeiro trailer de “O Exterminador do Futuro – Destino Sombrio” causou uma ótima impressão nos fãs e agora, na Comic Con San Diego, uma novidade fresquinha gerou mais empolgação ainda: o filme terá classificação R nos Estados Unidos, que equivale a “18 anos” aqui no Brasil.

“Nem sempre foi assim e os fãs pediram por isso. O DNA de ‘Exterminador do Futuro’ é de um filme com classificação R”, declarou Tim Miller na Comic Con, referindo-se a filmes da franquia em que o nível de violência e palavrões foi diminuído – na tentativa de ampliar o número de público no cinema. “A Salvação” e “Genesis” – os dois flops da saga – têm classificação de 13 anos nos Estados Unidos.

E, também em San Diego, Miller voltou a falar do peso da saga de Sarah no longa: “Eu tentei pensar como um fã. Se eu lesse algo na internet, como eu me sentiria se fosse anunciado um sexto filme de ‘O Exterminador do Futuro’? Eu me sentiria tipo ‘Que porra é essa? Eu já vi o suficiente desses filmes, tô cansado dessa história’, a não ser que houvesse algo novo. A não ser que alguma parte da história, que ainda não tivesse sido contada, pudesse ser finalizada. E essa história é a história da Linda”.

Ou seja: Sarah Connor basicamente será a protagonista do filme, por mais que o Exterminador esteja no título. Podemos esperar por algo semelhante ao que aconteceu em “Mad Max – Estrada da Fúria”, em que a Furiosa de Charlize Theron é quem comanda o longa do início ao fim.

Pausa para admirar esse cartaz FODA

Pausa para admirar esse cartaz FODA (/)

E vale lembrar que Linda não está sozinha no protagonismo feminino de “Destino Sombrio”. Ela vem muito bem acompanhada por Mackenzie Davis – atriz que brilhou em “San Junipero”, um dos melhores episódios já lançados em “Black Mirror”. Além delas, atriz Natalia Reyes – pouco conhecida até o momento – também tem uma personagem de grande destaque na trama.

Ainda no painel da Comic Con, Tim Miller animou o público ao brincar – ou não – que tem cerca de 500 takes de Linda dizendo a palavra fuck. E um novo vídeo de divulgação foi lançado no evento, com cenas inéditas. Olha só:

“Nesse filme, a ação é dez vezes maior. É tipo assim ‘puta merda, puta merda, puta merda'”, diz Linda no vídeo, comprovando que ainda tem fôlego para pegar pesado nas cenas de ação.

Noutra entrevista, ao IMDb, ela disse que malhou muito para se preparar para as filmagens, e tirou uma onda de si mesma: “A maior diferença é que, quando eu me abaixo, demora mais tempo para eu me levantar. É basicamente isso”.

Nessa mesma conversa, Linda garante que fez um esforço extra para interpretar Sarah, a fim de honrar o legado da personagem que mais marcou sua carreira. “[No set] eu não senti como se eu fosse uma pessoa mais equipada que os outros, mas provavelmente a mais empenhada, simplesmente porque foi o início de uma carreira e eu a interpretei por 35 anos, então… eu nunca me apego a resultados quando estou trabalhando, mas essa é a primeira vez na minha vida que eu sabia que precisava ser algo bom. Para todo mundo”.

E se você quer mais uma boa notícia sobre o filme, em San Diego também foi confirmado um outro retorno emblemático, que indica ainda mais profundidade à história de Sarah Connor. O ator Edward Furlong volta a interpretar John Connor, o filho dela.

No trailer não há qualquer menção a ele e somos levados a crer que Sarah é hoje uma mulher solitária. Será que a trama irá mostrar um reencontro entre mãe e filho? É uma das possibilidades – e isso seria bem emocionante.

Expectativas? Temos, sim! E vamos poder comprovar se o filme faz jus a elas a partir de 31 de outubro, quando ele chega ao Brasil. Só vem, Linda!