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Joan Didion: 5 livros da escritora e ensaísta norte-americana para ler já

Uma das precursoras do novo jornalismo nos Estados Unidos, Joan se consagrou com livros e textos sobre política, cultura e transformações sociais

Por Paula Jacob 23 dez 2021, 18h36

“Contamos histórias para viver.” Para quem gosta ou trabalha de certa forma com a escrita, Joan Didion é um nome que não passa despercebido – mesmo que não seja o seu caso, não deixe de ler. Precursora do new journalism (ou novo jornalismo) dos Estados Unidos, a célebre ensaísta marcou gerações com seus textos sobre política, cultura e movimentos sociais, tudo sob um olhar sensível e afiado diante das transformações constantes que presenciava.

Falecida aos 87 anos, neste 23 de dezembro, por complicações de Parkinson, Joan também colaborou no The New York Review of Books e na revista The New Yorker, escreveu roteiros, recebeu inúmeros prêmios e protagonizou o documentário The Center Will Not Hold (2017) – tem na Netflix. Aqui, celebramos a sua contribuição à literatura com 5 livros essenciais para você conhecê-la melhor:

Joan Didion livros
Arte: Karoline Souza/Reprodução

1) O Ano do Pensamento Mágico (2005) – Compre aqui

Talvez o mais célebre e repercutido livro da autora, O Ano do Pensamento Mágico (HarperCollins) carrega emoção e honestidade em um relato extremamente pessoal sobre os efeitos da morte de seu marido, o também escritor John Gregory Dunne. Casados por 40 anos, e com uma filha, Quintana, eles tinham uma troca afetiva e intelectual tão intrínseca que fez a autora se questionar como seria dali para frente. Na obra, ela também fala sobre os altos e baixos do casamento, da maternidade e da vida que, de repente, acaba. Impossível não se emocionar.

2) O Álbum Branco (1979) – Compre aqui

Publicado recentemente em português pela HarperCollins, depois da primeira edição brasileira, lançada em 1987, este livro reúne 20 textos divididos em cinco partes, contemplando acontecimentos relevantes do final da década de 1960 e início dos anos 1970 – inclua na lista, aliás, Charles Manson. Da cena underground da música aos incêndios florestais que tomavam conta dos noticiários, passando por movimentos sociais e perfis de célebres artistas, O Álbum Branco é um mergulho em um dos períodos mais efervescentes do que viria a ser a cultura pop mundial.

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3) Rastejando até Belém (1968) – Compre aqui

“Esta é uma história de amor e morte na terra do ouro, e começa no campo.” É assim que Joan Didion descreve a Los Angeles que virá a ser protagonista dos 20 ensaios reunidos neste clássico da literatura estadunidense. Seu olhar afiado e escrita idem guiam o leitor pelas transformações sociais, políticas e culturais da época, entrecortadas pelas observações filosóficas e pela beleza geográfica de suas paisagens. Rastejando até Belém (Todavia) é um misto de sonhos e sentimentos para vivenciar acordada.

4) Play It as It Lays (1970) – Compre aqui

Este romance, sem edição traduzida para o português, coloca no centro a plasticidade da vida em Los Angeles através das vivências e questionamentos de uma jovem mulher. Tido pelo The New York Times como um dos 100 melhores romances de língua inglesa entre 1923 e 2005, Play It as It Lays disseca todo o comportamento de uma geração, cheia de vontades e esperanças, mas perdida no meio de tantas possibilidades.

5) Let Me Tell You What I Mean (2021) – Compre aqui

Último livro publicado por sua autoria, Let Me Tell You What I Mean reúne 20 ensaios nunca antes publicados que colocam o leitor (e admirador) de Joan em contato com o seu processo criativo. Os textos são, em sua maioria, da primeira fase de sua longa carreira de 50 anos, e incluem percepções sobre os veteranos de guerra em Los Angeles, uma visita a San Simeon (condado na Califórnia), Nancy Reagan, Martha Stewart e mais. Política, pautas feministas, escrita e jornalismo – temáticas recorrentes na obra de Joan – reforçam a potência e importância da autora para a história literária.

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