Jardinar é para todos: 8 dicas para manter as plantas lindas

Assim como cozinhar, cultivar o próprio verde virou um escape da rotina agitada. Para manter vasos e jardins saudáveis, bastam alguns cuidados e carinho

Existe satisfação maior do que obter sucesso em algo a que nos dedicamos? Pois ver uma flor se desenvolver, o gramado pegar, uma planta dobrar de tamanho traz, sem dúvida, esse sentimento de bem-estar.

De um tempo para cá, as pessoas vêm demonstrando mais vontade de cuidar de plantas e jardins. É o que prova o mercado especializado, que lança novidades práticas e funcionais para estimular tanto iniciantes quanto veteranos no assunto.

Da mesma forma que aconteceu com a gastronomia e o prazer de cozinhar, a jardinagem vem se revelando uma tendência de comportamento e ganha cada vez mais adeptos.

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Assim como cozinhar, cultivar o próprio verde virou um prazeroso escape da rotina agitada. Casas e apês reservam para as plantas lugares de destaque. Para mantê-las lindas, em vasos, floreiras ou em um grande jardim, bastam alguns cuidados e um tanto de carinho.

“A ideia é ativar o ‘faça você mesmo’ em nossa rotina. Nos últimos anos, a vida ficou tão tomada pela tecnologia que é preciso voltar a pôr a mão na massa. As experiências reais nos fazem sentir vivos”, afirma o paulistano Alexandre Salles, coordenador do curso de design de interiores do Instituto Europeu di Design (IED).

“As pessoas estão percebendo que ter um jardim dentro de casa depende só delas. O termo urban jungle (floresta urbana), que se refere a essa tendência de espalhar plantas pela casa de forma a integrá-las à decoração, reforça bem isso”, conta a paisagista paulistana Caterina Poli.

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Mas o cultivo do verde não tem só valor estético; é também um jeito de obter mais qualidade de vida e até de produzir os próprios alimentos – como provam os produtos criados especialmente para o plantio de hortaliças.

Quem tem jardins externos também conta com novas opções para sua manutenção. A Stihl, fabricante multinacional de ferramentas, com sede no Rio Grande do Sul, acaba de lançar uma linha de ferramentas leves e com bateria embutida. “Jardinar” é ainda uma atividade educativa.

1. O básico do básico

Os kits à venda no mercado, que vêm com pás e garfo para revolver e afofar a terra, são suficientes na lida de vasos e canteiros menores. “Recomendo também uma tesoura grande, para ramos e galhos de árvores de maior porte, e uma tesourinha, para corte de flores e temperos”, diz a arquiteta e paisagista paulistana Lucia Manzano. Use luvas especialmente durante a poda. Elas protegem as mãos de espinhos.

2. Água na medida

Não deixe que as folhas murchem, mas a rega precisa ser feita com moderação. É fundamental observar as plantas todos os dias, em horários diferentes. Vale ainda tocar a terra para saber se está seca ou úmida. “Afinal, água demais também pode matar as plantas”, alerta a arquiteta e paisagista Denise Barretto, de São Paulo.

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3. Um olho no sol, outro no vento

As condições climáticas influenciam no desenvolvimento. Algumas plantas vão bem sob sol direto; outras necessitam de meia- -sombra ou até de sombra total. “Antes de escolher, analise o espaço”, indica Lucia. Em áreas pouco iluminadas, considere espécies como pacová e lírio- -da-paz. Se houver muito vento, prefira as mais compactas, como azaleias e cactos.

4. Fertiliza, mas nem tanto

Existem adubos líquidos e em pó, que podem ser comprados prontos. Para usá-los, basta seguir as instruções da embalagem. Outra opção é o substrato, que também vem pronto. “Embora seja mais caro, é muito prático. Vale a pena investir nele se a área for pequena”, diz Lucia. Se preferir uma versão natural, acrescente uma camada (até dois dedos) de terra peneirada a húmus de minhoca e afofe a cada três meses com pá ou garfo. “Para renovar os nutrientes da terra, o ideal são quatro fertilizações por ano. Sugiro fazer no mínimo duas”, afirma Denise.

5. De lá para cá

Para trocar a planta de vaso ou transferi-la para um canteiro, é importante preservar intacto o torrão (bloco de terra que mantém as raízes). “Use uma pá para soltá-lo com delicadeza”, ensina a paisagista paulistana Caterina Poli. No novo espaço, prepare uma cavidade para recebê-lo. Centralize-o e vá acrescentando terra nas laterais. Cuidado para não ultrapassar a altura do torrão. “Se isso ocorrer, a planta ficará sufocada e acabará morrendo.” Para obter uma base bem drenada, pode misturar com areia. “Calcule uma parte dela para três de terra”, explica Lucia.

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6. Redondo, baixo ou longo?

É importante escolher as plantas pensando no recipiente que irá alojá-las. Vasos bojudos, por exemplo, são indicados para as mais arredondadas, como a palmeira-leque. Os compridos e estreitos comportam bem as espécies baixas e volumosas, como a pacová. Já os esféricos, de boca estreita, acomodam as de tronco único, como o bambu-mossô. Os pequenos, evidentemente, devem ser reservados para as menores, caso do antúrio e do lírio-da-paz. Já as bacias são utilizadas para ervas e temperos.

7. Cuidado com a mistura

Procure saber se as espécies que gostaria de ter podem conviver umas com as outras sem prejuízos. “É comum as pessoas cultivarem vários temperos juntos, sendo que o ideal é cada um ter o próprio espaço. O alecrim, por exemplo, é muito forte e absorve diversos nutrientes da terra, o que pode prejudicar ervas mais delicadas”, alerta Denise.

8. O verde que cabe na sua rotina

Analise os próprios hábitos antes de escolher – a planta deve ser compatível com seu dia a dia. Algumas requerem mais atenção. Se você tem pouco tempo, prefira espécies resistentes, que não exijam manutenção permanente. “Zamioculca, jiboia e espada-de-são-jorge estão entre as que se desenvolvem muito bem à sombra, mas as regas variam proporcionalmente ao tamanho do vaso”, ensina Lucia.

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