Criança de dois anos fica repleta de manchas vermelhas e mãe faz alerta

Médicos acharam que era catapora, mas descobriram depois que se tratava da doença mão-pé-boca

A internet ficou em alerta após uma mãe compartilhar fotos de sua filha de 2 anos com o que parecia uma forte catapora. Segundo sua publicação, se tratava, na verdade, de algo muito pior.

Emma Reavley notou, pela primeira vez, pontos vermelhos no pescoço de sua filha, Emily, em abril deste ano. Rapidamente, as manchas começaram a se espalhar pelo corpo da criança, que sentia dificuldade para comer, já que sua garganta estava dolorida e com bolhas.

Ao levar Emily para um hospital no Reino Unido, onde elas vivem, os médicos afirmaram que se tratava apenas de uma catapora. No entanto, horas depois, sua filha apresentava 39ºC de temperatura corporal. Emma levou sua filha, então, para outro hospital.

Os médicos imediatamente diagnosticaram a garota com a doença mão-pé-boca (HFMD), uma enfermidade contagiosa que tem como sintomas febre alta, aparecimento de manchas vermelhas na boca, amígdalas e faringe e erupção de pequenas bolhas nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. Segundo o hospital, Emily era a terceira paciente que apresentava os sintomas naquele dia.

A pequena passou duas semanas em “quarentena” para prevenir a disseminação do vírus. Apesar de já ter se recuperado, o corpo de Emily ainda está repleto de cicatrizes.

Sintomas iniciais

 (Daily Mail/Reprodução)

Emma contou em sua publicação que os primeiros sintomas que Emily apresentou foram os pequenos pontos vermelhos em seu pescoço, que pareciam ser de catapora. Sua outra filha, Evie, havia contraído a doença algumas semanas antes.

“Eram apenas algumas manchas no começo, mas elas literalmente começaram a se espalhar na frente dos meus olhos. E conforme o dia foi passando, foi piorando”, relata a mãe. “Seu corpo estava coberto e ela tinha bolhas também na boca e na garganta”, contou ao Daily Mail.

Depois de ter sido diagnosticada com catapora, Emma percebeu que algo estava errado. “[As bolhas] não pareciam ser de catapora. Tenho tantos filhos, eu sabia como elas eram”, conta. Emma é mãe de mais 7 crianças, além de Emily. “Eu decidi ficar de olho nelas, mas na manhã seguinte ela estava tão ruim que eu sabia que algo não estava certo”.

Diagnóstico correto

Após receber o diagnóstico correto – doença mão-pé-boca (HFMD) – Emily passou algumas horas no hospital, enquanto médicos monitoravam seu coração. Em casa, ela tomou medicação para sanar os ferimentos na garganta e diminuir as manchas em sua pele.

Os médicos avisaram que a garota teria que ficar 40 dias longe das outras crianças para que a doença não se espalhasse. “É um tempo muito longo para manter uma criança em quarentena”, alega Emma. “Ela ficava vendo todos saírem e brincarem. Foi bem chato para ela”, desabafa.

Cinco dias após entrar em quarentena, a pequena Emily começou a se recuperar, mas foram necessárias seis semanas para que as bolhas saíssem por completo de seu corpo.

 (Daily Mail/Reprodução)

“Olhando para ela agora, é uma criança totalmente diferente daquela das fotos de quando ela estava doente”, diz a mãe.

O objetivo de Emma é conscientizar os pais sobre o perigo da doença mão-pé-boca. “Eu nunca soube que o HFMD poderia ser tão radical”, ela disse.

Ela também defende a importância de manter uma criança afetada isolada. “Eu diria a qualquer pai ou mãe cujo filho tem HFMD para seguir as ordens dos médicos e mantê-los em quarentena por duas semanas, porque é tão contagioso e está no ar”, afirma.

O que é a doença mão-pé-boca

De acordo com o site do médico Drauzio Varella, a doença mão-pé-boca é uma enfermidade contagiosa que tem como sintomas febre alta, aparecimento de manchas vermelhas na boca, amídalas e faringe e erupção de pequenas bolhas nas palmas das mãos e nas plantas dos pés.

Ela é causada pelo vírus Coxsackie da família dos enterovírus. Eles habitam normalmente o sistema digestivo e também podem provocar estomatites (espécie de afta que afeta a mucosa da boca). Embora possa acometer também os adultos, ela é mais comum na infância, antes dos cinco anos de idade.

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