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O que é o descolamento de placenta, problema vivido por Eliana

A condição que resultou no afastamento da apresentadora de seu programa no SBT é comum a partir da 20ª de gestação. Entenda:

Por Débora Stevaux Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 jun 2017, 17h01 | Atualizado em 2 jul 2026, 12h07
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 (Reprodução/Instagram)
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Nesta última semana, a apresentadora Eliana, grávida de 4 meses, usou suas redes sociais para anunciar aos fãs o afastamento do programa homônimo que apresenta aos domingos no SBT. O motivo? Uma indicação médica de repouso devido à condição chamada de “descolamento de placenta”, que pode ocorrer a partir da 20ª de gestação.

“Por conta desses acontecimentos que não podemos controlar, estou em repouso por ordens médicas. Tive um descolamento na placenta. Sei que não depende só da minha vontade, do meu esforço, mas farei o impossível para trazer o meu fruto da melhor maneira que Deus permitir. Preciso salvar minha filha de um parto extremamente prematuro. Tenho fé que, em breve, trarei boas notícias”, disse em um vídeo publicado em seu Instagram.

O descolamento acontece quando porção da placenta, órgão onde o feto permanece até seu nascimento, se desprende da porção uterina endometrial. Dr. Renato de Oliveira, ginecologista e obstetra responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis, explica que se trata de uma alteração da segunda metade da gestação e que a gravidade varia de acordo com cada paciente.”

“Há descolamentos menores que geram dor e desconforto e os maiores, que podem causar sangramentos intensos. Em ambos os casos o repouso é fundamental para minimizar os riscos, tanto para a mãe quanto para o bebê. O uso de medicações cujo princípio ativo é a progesterona, geralmente, é indicado para que o útero diminua seu estado de contração visando a uma maior permanência do bebê na barriga da mãe até o período considerado “termo”, o qual corresponde a idade gestacional entre 37 a 40 semanas”.

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Ele completa: “Nos casos mais graves que podem ser identificados por sangramento vaginal ativo e útero contraído anormalmente, por exemplo, pode evoluir para uma perda sanguínea importante com risco de choque hipovolêmico. Essa situação de emergência pode representar risco de morte tanto para a mãe quanto para o bebê. Geralmente, nessa situação de emergência, o médico precisa avaliar se é possível controlar ou se é necessário interromper a gestação.”

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Em relação aos riscos do descolamento, a prematuridade merece destaque.Cada semana a mais na barriga da mãe diminui os riscos de prematuridade do bebê, que caso nasça antes do previsto, pode apresentar problemas respiratórios e neurológicos não somente no pós-parto, mas também depois de completar um ano de idade”, elucida o Dr. Renato.

O obstetra e ginecologista Dr. Ricardo Luba acredita que a orientação de resguardo no caso da apresentadora foi prudente: “Essa é a parte mais importante, e a orientação pode permanecer até o fim da gestação para evitar movimentações que minimizem o risco de sangramento abundante e parto prematuro. Além das queixas da paciente, neste caso, a maneira mais efetiva de descobrir o problema é através do ultrassom obstétrico.”

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As causas podem variar: traumas como quedas e acidentes de carro, excesso de exercício físico ou esforço, condições como estresse, obesidade e problemas de saúde como deficiência na coagulação, infecções, má cicatrização de cesáreas anteriores e, principalmente, hipertensão, conforme expõe o Dr. Renato.

“Uma das principais motivações é a doença hipertensiva específica da gestação, caracterizada pela pré-eclampsia e eclampsia. A pré-eclampsia consiste no aumento da pressão arterial e ocorre em pacientes gestantes, ou seja, que adquiriram essa condição devido às alterações sofridas pelo corpo decorrentes da gravidez. A eclampsia em si ocorre quando essa elevação do nível pressórico é tão significativo que a paciente convulsiona, podendo acarretar sérios riscos para a saúde da mãe e do bebê. Quando esses sinais se tornam aparentes, os médicos já fazem o diagnóstico clínico e laboratorial e então passam a realizar um pré-natal mais rigoroso, com uma frequência maior de exames e consultas.”

Outra medida tomada pelos especialistas em casos como o da Eliana é a aceleração da maturidade do pulmão do bebê. “O procedimento consiste na aplicação de duas injeções de corticóide com o intervalo de 24h. O uso dessa medicação é feito em qualquer situação em que a paciente possua um risco de trabalho de parto prematuro para minimizar os riscos, afinal, o pulmão do bebê só atinge a maturidade, geralmente, a partir da 34ª semana”, justifica o Dr. Renato.

Mulheres com idade inferior a 18 anos ou superior a 35 anos costumam enfrentar um pré-natal de risco. Outro fator que também pode ser levado em consideração no caso do descolamento de placenta é o tamanho do cordão umbilical, que caso seja muito pequeno, pode gerar uma tração maior com a placenta, onde é fixado, resultando num desprendimento do órgão com relação ao útero.

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