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Mulher é presa por matar as duas filhas porque “atrapalhavam” seu trabalho

Mulher de 23 anos trabalhava como garota de programa e as crianças, segundo ela, se tornaram "um inconveniente"

Por Da Redação Atualizado em 17 fev 2020, 14h56 - Publicado em 2 ago 2019, 12h03

Uma mãe foi presa nesta sexta-feira (2), em Rugby, Warwickshire, na Inglaterra, por ter sufocado suas duas filhas. Louise Porton, de 23 anos trabalha como garota de programa e alega ter matado as crianças porque elas teriam “atrapalhado” seu ofício.

Porton foi condenada a 32 anos de prisão por ter tirado a vida de sua filha Lexi Draper, de 3 anos, e 18 dias antes ter matado também sua outra filha, Scarlett Vaughan, de apenas um ano de idade. O crime aconteceu em janeiro de 2018, mas sua condenação foi determinada pela justiça britânica nesta sexta-feira (2).

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A mãe já havia tentado matar Lexi duas vezes antes de conseguir. Na segunda tentativa, ela chegou a chamar uma ambulância, relatando que sua filha estava sofrendo um ataque. No entanto, os paramédicos encontraram a criança já em um “estado profundo de inconsciência”, de acordo com o noticiário britânico Daily Mail.

Durante a investigação, foram encontradas no histórico de seu computador pesquisas como: “Criança revive quase duas horas depois de se afogar – mas como?” e “5 coisas estranhas que acontecem depois que você morre”.

Porton
Louise Porton usando fantasias; a mulher trabalhava como garota de programa Redes Sociais/Reprodução

Ainda de acordo com a publicação, ambas as crianças tinham sintomas de obstrução deliberada das vias aéreas e Scarlett tinha sinais de sangramento no pescoço, sugerindo que foi enforcada. A juíza Justice Yip, durante julgamento na corte Birmingham Crown, descreveu as ações de Porton como “malignas” e “calculistas”.

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O pai das crianças, Chris Draper, de 25 anos, alega não ter conhecido a filha mais nova, Scarlett, e disse estar “devastado” com a morte de ambas. Ele ainda relatou que as meninas sempre foram “um inconveniente” para Porton.

O promotor Oliver Saxby afirma também que a irmã de Porton já havia reclamado, em mensagem de texto, que a mulher deixava suas crianças sozinhas para ter relações sexuais com homens que ela conhecia em aplicativos de namoro. Uma antiga amiga da acusada também afirmou, ao Daily Mail, que ela, repetidamente, deixava suas filhas em casa para sair para beber, nos finais de semana.

O detetive responsável pelo caso, Pete Hill, da Polícia de Warwichshire, revelou ainda que “em nenhum momento ela [Porton] mostrou sinais reais de emoção”, ao ser condenada pela morte de suas filhas.

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