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Mãe processa prisão americana pela morte de sua filha de 1 ano

A ação alega que a empresa que administra a instituição mantinha famílias e crianças pequenas em leitos superlotados, facilitando a propagação de doenças

Por Da Redação
Atualizado em 17 fev 2020, 14h58 - Publicado em 1 ago 2019, 14h59

Yasmin Juarez, uma mulher da Guatemala, está processando a empresa que administra uma prisão norte-americana pela morte de sua filha de quase dois anos de vida, Mariee. A criança havia sido presa junto com sua mãe em um centro de detenção de imigrantes, no Texas. A sua morte ocorreu seis semanas e meia após a libertação de ambas.

A ação pede US$ 40 milhões (cerca de R$ 153,2 milhões) por danos à CoreCivic, administradora da “South Texas Family Residential Center Dilley”. Juarez e Mariee foram detidas por três semanas no ano passado.

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“A CoreCivic mantinha famílias e crianças pequenas em leitos superlotados, criando condições primárias para a propagação da doença e não fez nada para garantir que essas pessoas recebessem atendimento médico adequado”, diz o processo. “Como resultado da imprudência, negligência e indiferença da CoreCivic em relação à saúde e segurança das famílias e crianças pequenas detidas em Dilley, Mariee sofreu uma morte agonizante, e Juarez sofreu a dor inimaginável de ver seu única filha adoecer, sofrer e morrer diante de seus olhos”, completa.

O processo ainda alega que Mariee “morreu de doença completamente evitável e tratável que ela contraiu em Dilley”. O estado de saúde da criança piorou com uma infecção comum que, lamentavelmente, não foi tratada da maneira correta.

Ainda é apontada a negligência da equipe clínica da detenção, já que, de acordo com o processo, os exames foram superficiais e os tratamentos ficaram abaixo do padrão de atendimento.

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Mariee foi internada em um hospital pediátrico um dia depois de ter sido libertada, mas os esforços médicos para salvar sua curta vida não obtiveram sucesso. A criança faleceu em maio de 2018, com 21 meses de vida.

Yazmin Juaréz no tribunal
Yazmin Juarez no tribunal (CNN/Reprodução)

O que diz a empresa

Uma porta-voz da CoreCivic afirmou à CNN americana que os serviços médicos e de cuidados mentais de Dilley são de responsabilidade do ‘ICE Health Service Corps’ e que encaminharam questões sobre tratamento médico e de saúde mental para a Imigração.

No ano passado, Juarez registrou uma denúncia por negligência pedindo US$ 60 milhões (cerca de R$ 229,8 milhões) do governo dos Estados Unidos. Ainda à CNN, uma porta-voz da ICE, na ocasião, defendeu o serviço de assistência médica da prisão.

“A ICE está comprometida em garantir o bem-estar de todos os que estão sob custódia da agência, incluindo o acesso a cuidados médicos necessários e apropriados”, disse.

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Em comunicado escrito, Amanda Gilchrist, da CoreCivic, afirmou que a empresa tem “profunda simpatia pela família e pela trágica perda de sua filha seis semanas depois de deixar a instalação. Nós nos importamos com cada pessoa que nos foram confiadas, especialmente com as pessoas em situação de vulnerabilidade.”

Gilchrist ainda afirma que a instalação oferece serviços de educação infantil e acompanhamento de creches, salas de jogos, áreas de recreação e uma biblioteca. 

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