Noiva grávida morre minutos antes de seu casamento

A mulher se casaria no domingo (15) com o policial militar Flávio Gonçalves da Costa

Jéssica Victor Guedes, de 30 anos, estava grávida de sete meses e prestes a se casar, quando sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) a caminho da cerimônia de casamento com o policial militar Flávio Gonçalves da Costa e morreu.  

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A mulher chegou a ser socorrida, mas não resistiu e acabou falecendo. Já a filha do casal, Sofia, sobreviveu graças a uma cesárea de emergência. A bebê nasceu prematura, de 29 semanas, e com apenas um quilo. Ela está internada em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) neonatal.

Jéssica começou a passar mal no caminho para a igreja e, ao chegar no local, desmaiou e foi socorrida por familiares. Quem prestou os primeiros socorros foi o próprio noivo, que trabalhou como bombeiro por sete anos. 

Jéssica e Flávio no chá revelação da primeira filha

Jéssica e Flávio no chá revelação da primeira filha (Reprodução/Instagram)

Os familiares acionaram o resgate e Flávio foi dentro da ambulância com a noiva. “Eu estava esperando a mulher da minha vida e prestei o socorro, não como noivo, mas socorrista. Fui com ela, ela tinha convulsões e eu lá, tentando ajudar”, contou o noivo ao Uol

A mulher foi levada ao Hospital São Camilo, onde foi reanimada e encaminhada para o Hospital e Maternidade Pro Matre Paulista. “A gente ficou sabendo que o caso era grave e que só restava salvar nossa filha. O parto foi muito rápido. Foi uma coisa dividida, porque entrei na sala e vi a operação, minha filha viva e, ao mesmo tempo, a equipe retirando o útero da Jéssica, aquela hemorragia, tudo aberto”, explicou Flávio

Segundo laudo médico, Jéssica teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico causado por uma eclampsia, que são convulsões que ocorrem durante a gestação ou logo após o parto.

Para o Uol, o noivo comentou sobre a perda de Jéssica: “Ela foi uma supermãe, deu a vida para a filha. Eu estava com ela agora, cantando a música que ela sempre cantava. Está sendo difícil, me sinto saindo de um pesadelo a cada minuto. Vai ser difícil, vou ter que ser pai e mãe, mas a Sofia sempre vai simbolizar o nosso amor”, contou Flávio emocionado.

Em nota, a Pro Matre Paulista confirmou o atendimento, mas não deu detalhes sobre o estado de saúde da bebê ou da situação de Jéssica ao chegar ao local. Segundo Gonçalves, a situação foi ainda mais surpreendente, já que durante a gestação a mulher não apresentou nenhum sintoma que indicasse uma probabilidade de a gravidez ser de risco ou apresentar problemas. 

Depois de constatar a morte cerebral, a família de Jéssica decidiu por doar os seus órgãos, conforme desejo da mulher. “A Jéssica foi guerreira, deu a vida dela pela nossa filha. Ela é o ser mais iluminado que já conheci. Sei que essa demora foi terrível para a família, mas ela ajudou muitas pessoas, era um desejo dela doar os órgãos”, disse Flávio.

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