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Ligação de ex-vereador com Lessa pode ajudar a esclarecer Caso Marielle

Cristiano Girão, político preso em 2009 por ser chefe de milícia, teria contratado Lessa para a execução de um rival, em 2014

Por Da Redação - Atualizado em 9 set 2020, 12h11 - Publicado em 9 set 2020, 10h42

Na manhã desta quarta-feira (9), a irmã de Marielle Franco, Anielle Franco, publicou a seguinte mensagem através das redes sociais: “Acordamos com a notícia que o ex-vereador Girão foi acusado de ter contratado Ronnie Lessa, o executor de Marielle e Anderson. A justiça precisa ser feita e não descansaremos até saber a verdade”.

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Não descansaremos até a justiça ser feita!

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A declaração de Anielle diz respeito às buscas feitas na casa do político, mas pelo envolvimento em outro crime: a morte do miliciano André Henrique da Silva Souza, o Zóio, e de sua companheira Juliana Sales Oliveira, em 2014. Os dois foram assassinatos dentro do carro em que estavam, alvejado com 40 tiros na Gardênia Azul, zona oeste do Rio de Janeiro.

A  suspeita é de que Cristiano Girão, chefe de milícia na Gardênia Azul, contratou Ronnie Lessa para a execução e de que o crime aconteceu devido a uma disputa pelo poder do bairro. Em 2009, o ex-vereador foi condenado a 14 anos de prisão, por formação de quadrilha. Em 2014, veio uma nova condenação: quatro anos e oito meses de prisão por lavagem de dinheiro. Agora, ele é alvo da chamada Operação Déjà vu.

Essa é a primeira vez que a operação liga Girão a Lessa. Segundo O Globo, para a polícia, a operação de hoje representa um passo importante na direção dos mandantes da morte de Marielle. A Operação Déjà vu só conseguiu chegar a esses suspeitos através da quebra do sigilo de dados digitais de Lessa, autorizada por conta do Caso Marielle.

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