Casal americano decide ter morte assistida no mesmo dia

Charlie e Francie Emerick receberam doses letais de uma medicação legalizada pelo estado de Oregon, nos Estados Unidos

O casal Charlie e Francie Emerick, juntos há 66 anos, decidiram receber doses letais de uma medicação para que ambos morressem ao lado do outro no mesmo momento. 

O caso aconteceu em Portland, uma cidade localizada no estado de Oregon, nos Estados Unidos, onde tal procedimento é permitido e protegido pela lei “Morte com Dignidade”.

Francie, 88 anos, e Charlie, 87 anos, tinham doenças terminais e escolheram morrer juntos depois de muitos anos de companheirismo no dia 20 de abril de 2017.

“Eles não tinham arrependimentos, nenhum negócio inacabado”, afirmou Sher Safran, 62 anos, uma das três filhas do casal em entrevista para o Time. “Foi como se soubéssemos que já era o tempo deles e o fato de estar juntos significou muito”, declarou. 

Desde que o estado de Oregon autorizou a assistência para morrer, há duas décadas, por volta de 1.300 pessoas tiveram seu óbito pela injeção letal.

O casal está entre as 143 pessoas que escolherem morrer no ano de 2017 e, aparentemente, são o único casal que receberam a permissão e a dose de medicamentos juntos e ao mesmo tempo, declararam os funcionários da Compassion & Choices, um grupo americano de apoio a pacientes terminais, e a ONG End of Life Choices Oregon.

Francie foi o primeiro a receber a injeção e, após 15 minutos, o seu coração parou de bater. Charlie faleceu logo em seguida, declarando um fim a sua luta contra um câncer de próstata e a doença de Parkinson. Ambos morreram segurando a mão do companheiro, em uma despedida silenciosa, na cama em que dividiam.

“Eles sempre quiseram isso e tiveram assistência”, explicou outra filha do casal, Jerilyn Marler, 66 anos. “Se houvesse uma maneira de gerenciar suas próprias mortes, eles fariam isso”, reforçou.

Até os seus momentos finais, a filha do casal Safran e seu marido Rob filmaram todos os segundos em que a família aproveitou junta. O resultado dos registros foi um documentário chamado “Living &Dying: A Love Story”, que mostra as emocionantes cenas do casal Emerick.

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