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Bombeiro suspeito de envolvimento no assassinato de Marielle é preso

Maxwell Simões Corrêa é acusado de ser cúmplice de Ronnie Lessa

Por Da Redação Atualizado em 10 jun 2020, 12h52 - Publicado em 10 jun 2020, 10h32

O sargento do Corpo de Bombeiros Maxwell Simões Corrêa, conhecido como Suel, foi preso por suspeita de envolvimento na morte de Marielle Franco e Anderson Gomes. Ele foi detido na manhã dessa quarta-feira (10) na casa onde mora, em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes. 

Segundo a polícia, Suel é acusado de emprestar seu carro para que as armas de Ronnie Lessa fossem escondidas, logo após a prisão do mesmo. Uma dessas armas provavelmente é a que foi usada no assassinato de Marielle e Anderson. O veículo é uma BMW-X6 e, segundo a TV Globo, a polícia tem dez mandados de busca e apreensão referentes ao caso. 

Suel está sendo investigado desde o ano passado. Em 2019, ele já havia prestado depoimento, negando qualquer envolvimento com o assassinato de Marielle e Anderson. Agora, os investigadores apontam que há provas de que o bombeiro está ligado ao crime.

“Há provas suficientes, no sentido de que ele também  participou do crime de obstrução de justiça juntamente com o Ronnie Lessa, juntamente com a Elaine, o Bruno Montalvane e o Josinaldo. O inquérito foi concluído e a denúncia foi recebida e decretada pelo juíza da 19ª Vara Criminal”, diz a promotora Simone Sibilio, chefe do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A informação é do jornal O Globo. 

Simone diz que várias armas foram lançadas ao mar na ocasião. “Se a arma do crime, de fato estava lá, não podemos afirmar”, aponta. Mesmo assim, ela afirma que esse é um passo importante da investigação e que ratifica a decisão dos ministros do STJ em manter a investigação no Rio.

A promotora também aponta que o notório enriquecimento de Suel será investigado. Junto à BMW, , avaliada em 172 mil reais, a polícia encontrou uma lancha na garagem do bombeiro.

Ainda segundo O Globo, o delegado Antônio Ricardo Lima Nunes, titular do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP), diz que espera prender os mandantes do assassinato de Marielle e Anderson ainda esse ano. “Estamos trabalhando sem descanso para prender os mandantes desse crime. Ao longo dessa investigação já prendemos mais de 65 pessoas, apreendemos dezenas de armas e já existem diversas investigações que se desdobraram”. 

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