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Artistas fazem “apagão” no Instagram em protesto contra o racismo

Mais de 15 milhões de publicações já foram feitas com a #Blackouttuesday, em protesto contra a desigualdade racial no mundo

Por Da Redação - Atualizado em 2 jun 2020, 13h11 - Publicado em 2 jun 2020, 13h00

Nesta terça-feira (2), artistas e outros milhões de usuários do Instagram estão publicando uma imagem preta em seus perfis para protestar contra o racismo e a violência policial. A ação faz parte do movimento Blackout Tuesday (Apagão de terça, em tradução livre).

O protesto teve início com a indústria fonográfica, por meio da hashtag #TheShowMustBePaused (O show deve parar). O intuito era provocar “uma desconexão com o trabalho e reconexão à nossa comunidade”.

Artistas internacionais como Elton John, Rihanna, Cardi B, Emilia Clarke e o jogador de basquete Michael Jordan foram algumas das personalidades que aderiram à causa.

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#theshowmustbepaused #blackouttuesday

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O Spotify, plataforma de streaming de música e podcasts, também se envolveu com os protestos e se comprometeu a ficar 8 minutos e 43 segundos em silêncio. Esse foi o tempo em que George Floyd permaneceu asfixiado pelo policial em Minneapolis. As gravadoras Warner Music e Atlantic também anunciaram que não irão trabalhar nesta terça.

Milhões de usuários aderem ao Blackout

Além das celebridades, mais de 15 milhões de posts (até o momento da publicação desta nota) já foram feitos com a hashtag #Blackouttuesday. O protesto faz parte de uma onda de manifestações que estão tomando conta, principalmente, dos Estados Unidos após o assassinato de Floyd.

Na semana passada, o segurança negro George Floyd foi enforcado pelo policial branco Derek Chauvin durante uma ação policial em Minneapolis. O agente foi preso e acusado de homicídio culposo. Em gravação que circula pelas redes sociais, é possível vê-lo com o joelho no pescoço de Floyd por vários minutos, enquanto a vítima, imobilizada de bruços, grita que não consegue respirar.

Desde a semana passada, milhares de pessoas têm ido às ruas para protestar contra o racismo e, nas redes sociais, levantam a hashtag #BlackLivesMatter (#VidasNegrasImportam), lembrando também de outras vítimas fatais da violência policial contra negros nos Estados Unidos.

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