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Filha do prefeito de Nova York é presa em protesto por George Floyd

Chiara de Blasio participava de protestos contra o racismo nos Estados Unidos, que estão tomando as ruas do país após o assassinato de George Floyd

Por Da Redação - Atualizado em 1 jun 2020, 12h21 - Publicado em 1 jun 2020, 12h16

Chiara de Blasio, filha do prefeito de Nova York, Bill de Blasio, foi presa na noite do último sábado (30). A jovem, de 25 anos, participava de uma manifestação em Manhattan pela morte de George Floyd – segurança negro que foi morto por um policial branco durante operação realizada na semana passada, em Minneapolis.

Segundo o jornal The New York Times, a jovem foi detida por bloquear o tráfego na Broadway e se recusar a liberar a via. De acordo com a reportagem, Chiara não contou à polícia que era filha do prefeito.

A prefeitura não comentou a prisão da jovem. Bill, inclusive, na mesma noite de sábado, disse, em coletiva de imprensa, que agradecia e respeitava todos os protestos pacíficos, mas que era hora “de as pessoas voltarem para casa, para que todos possamos seguir em frente”. Já no domingo, o prefeito disse que muitas pessoas que participavam das manifestações eram “associadas ao movimento anarquista”.

Protestos nos Estados Unidos

As ruas de diversas cidades estadunidenses estão sendo tomadas por milhares de manifestantes que protestam contra a violência policial e o racismo nos Estados Unidos. O estopim foi a morte de George Floyd, segurança negro que foi enforcado pelo policial branco Derek Chauvin, durante uma ação policial em Minneapolis.

Chauvin foi preso e acusado de homicídio culposo. Em gravação que circula pelas redes sociais, é possível ver o agente com o joelho no pescoço de Floyd por vários minutos, enquanto a vítima, imobilizada de bruços, grita que não consegue respirar.

Desde a semana passada, milhares de pessoas têm ido às ruas para protestar contra o racismo e, nas redes sociais, levantam a hashtag #BlackLivesMatter (#VidasNegrasImportam), lembrando também de outras vítimas fatais da violência policial contra negros no país.

Todas as mulheres podem (e devem) assumir postura antirracista

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