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Regis Danese: sucesso, sim, graças a Deus!

O cantor gospel, que vendeu mais de 1 milhão de cópias só do último CD, Compromisso, fala sobre a carreira, a família e as críticas

Por Redação M de Mulher Atualizado em 21 jan 2020, 07h19 - Publicado em 14 jul 2009, 21h00

Regis Danese se converteu há 9 anos, 
teve sua família restaurada e agora faz 
sucesso levando a palavra de Deus 
através de suas canções
Foto: Divulgação

Há meses bombando nas rádios do país inteiro, Regis Danese, 37 anos, tornou-se o mais novo fenômeno da música nacional. Apesar de ser compositor desde criança, ele soltou a voz em carreira-solo somente três anos após entrar para a igreja evangélica, em 2000.
 
E foi nas palavras de Deus que o artista encontrou o tom perfeito para encantar o Brasil. Tanto que o mais recente dos seus três CDs, Compromisso, estourou nas paradas e já vendeu mais de 1 milhão de cópias em dez meses. Agora, ele se prepara para lançar em setembro o primeiro DVD da carreira, Faz um Milagre em Mim. É ou não um homem com o gogó abençoado?! 

Falar sobre o amor de Deus é o grande objetivo de Regis e ele não mede esforços para isso. Recentemente, aceitou de imediato o convite do grupo Pique Novo e gravou em ritmo de pagode seu sucesso Faz um Milagre em Mim, uma de suas canções mais famosas. “Não tenho preconceito contra nenhum tipo de som ou religião. Amo o evangélico do mesmo jeito que o espírita, o católico… Deus não faz diferença entre seus filhos”, explicou ele.
 
Não é de agora que esse mineiro de Passos se dedica à música. Ainda na infância, Regis já tocava violão e, aos 15 anos, integrava a dupla sertaneja Regis & Raí. Depois de compor as letras de Te Amar sem Medo, O Samba Não Tem Fronteira e Amor Verdadeiro, entre outras gravadas pelo Só Pra Contrariar, ele foi convidado para integrar o grupo, no qual permaneceu durante cinco anos compondo e fazendo backing vocal.
 
A grande mudança em sua vida ocorreu há nove anos, quando, prestes a se divorciar de sua mulher, Kelly, o intérprete se converteu. De lá pra cá, ele não tem do que reclamar e a família também. Pai dedicado de Brunno, 10 anos, e Brenda, de 4 meses, Regis não só restaurou seu casamento como toda a alegria de viver. Conheça mais sobre a história desse talentoso artista.

TITITI – Quando você descobriu seu dom de cantar?
Regis Danese – Eu nasci numa família de músicos e, aos 6 anos, já tocava violão. Com 10 participei do Programa do Chacrinha e ganhei. E aos 15 fazia parte da dupla sertaneja Regis & Raí. Foi quando assinamos um contrato com a BMG Ariola.

Há quanto tempo compõe?
Desde pequeno, mas a primeira canção a estourar foi Te Amar sem Medo (gravada pelo Só Pra Contrariar em 1994). Depois, mais cinco composições minhas para o SPC viraram febre, fui convidado para ser backing vocal e continuei compondo. Fiquei lá por cinco anos. Também escrevi músicas para Alcione, Negritude Jr. e outros artistas.

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Como você se converteu à religião evangélica?
Estava com a papelada completa para me separar da minha esposa, Kelly. Aí, um dos integrantes do SPC me convidou para ir com ele à igreja. Fui, aceitei Jesus e consegui salvar meu casamento.

Foi aí que virou cantor gospel?
Não, só depois de três anos na igreja foi que gravei o primeiro disco religioso. Às vezes, as pessoas dizem que é fácil ser intérprete evangélico, mas tem de ralar muito. Você enfrenta provações, dorme na casa dos outros, fica longe da família… Foi tudo muito difícil até aqui.

Mas valeu a pena?
Muito! Graças a Deus, agora estou vivendo um momento estrondoso, espetacular, mas que aconteceu espontaneamente, porque tudo o que fiz até agora não foi em busca de fama, mas para levar a palavra do Pai a todos os lugares.

O que mudou na sua vida depois disso?
Minha agenda de shows está toda fechada até dezembro. É bem corrido, estou sempre viajando. Falo com minha família mais por telefone e estou com muita saudade, especialmente da minha filhinha, Brenda, que nasceu dia 6 de março. No ano que vem, pretendo organizar melhor minha carreira, para ter mais tempo de ficar com eles.

Você foi criticado por gravar Faz um Milagre em Mim com o Pique Novo?
O pessoal da igreja está falando, mas deixa falar… Quando recebi o convite do grupo, fiquei feliz porque minha música está chegando a um público que não costumava me ouvir. É uma forma de pregar o evangelho também.

Padre Marcelo, Padre Fábio de Melo… e agora você também está bombando. As pessoas têm sentido mais necessidade de buscar a Deus?
Quando eu estava no SPC, tinha tudo o que queria, mas era depressivo e sentia um vazio enorme. A partir do momento em que conheci Jesus, tive uma alegria verdadeira. Com certeza, todos nós necessitamos de Deus!

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