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Kate Winslet revela dois grandes arrependimentos de carreira

Atriz deu entrevista à Vanity Fair em que falou da sua trajetória e também do filme Ammonite, que será exibido nesta semana no Festival de Toronto

Por Esmeralda Santos - Atualizado em 14 set 2020, 15h09 - Publicado em 14 set 2020, 13h32

Durante uma entrevista para a revista Vanity Fair na última sexta-feira (11), a atriz Kate Winslet admitiu que se arrepende de ter trabalhado com o cineasta Woody Allen e com roteirista Roman Polanski.

A atriz esteve nos filmes “Roda Gigante”, dirigido por Woody, e “Deus da Carnificina” dirigido por Roman. Os dois foram acusados de abuso sexual. “O que diabos eu estava fazendo trabalhando com Woody Allen e Roman Polanski?”, questionou a atriz. “É inacreditável para mim agora pensar como aqueles homens foram amplamente respeitados na indústria cinematográfica por tanto tempo. É vergonhoso!”, afirmou.

Kate ainda contou que vem lutando contra esse arrependimento, se tratando da escolha em ter trabalhado com os dois diretores. Polanski é considerado foragido da Justiça dos Estados Unidos. Ele foi acusado em 1977 de abusar uma menina de 13 anos.

Ainda este ano, em fevereiro, Polanski ganhou o Prêmio César, o maior do cinema francês pela direção do filme “J’accuse”. A vitória gerou desconforto entre diversas atrizes que, em protesto, deixaram a cerimônia mais cedo.

Woody Allen foi acusado de abuso sexual contra a filha adotiva Dylan Ferrow, filha da atriz Mia Farrow. Segundo os relatos da vítima, o abuso teria acontecido na casa de Mia em 1992, quando Dylan tinha apenas 9 anos de idade.

Sem se esquivar de suas escolhas, Kate disse assumir a responsabilidade pelo fato de ter trabalhado com os dois. “Não posso voltar no tempo”. A atriz disse ainda estar tomando mais consciência de sua imagem influente na indústria do cinema e no mundo e seu novo filme tem tido papel fundamental.

‘Ammonite'[longa – metragem  que estreia em novembro nos Estados Unidos] me fez realmente consciente de estar ainda mais comprometida em honrar o que as mulheres querem dizer para si mesmas nos filmes e como realmente queremos ser retratadas, independentemente da orientação sexual”, disse“Porque a vida é muito curta e eu gostaria de dar o meu melhor quando se trata de dar um exemplo decente para mulheres mais jovens”. 

Sem data de estreia prevista no Brasil, o filme tem a direção de Francis Lee e será exibido pela primeira vez nesta semana, no Festival de Toronto. Kate vive a paleontóloga Mary Anning que tem um relacionamento com a geóloga Charlotte Murchison, interpretada por Saoirse Ronan.

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