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Stéphanie Habrich

Stéphanie Habrich é CEO da editora Magia de Ler, apaixonada pelo mundo da educação e do jornalismo infantojuvenil. Fundadora do Joca, o maior jornal para adolescentes e crianças do Brasil e do TINO Econômico, o único periódico sobre economia e finanças voltado ao público jovem, ela aborda na coluna temas conectados ao empreendedorismo, reflexões sobre inteligência emocional, e assuntos que interligam o contato com as notícias desde a infância e a educação, sempre pensando em como podemos ajudar nossos filhos a serem cidadãos com pensamento crítico.
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Nossas atitudes e o nosso destino

A maneira como escolhemos lidar com as situações e as pessoas ao redor muda a nossa vida

Por Stéphanie Habrich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
10 Maio 2023, 14h24

Na vida, nada está sob nosso controle. Temos a ilusão de que podemos calcular os passos para chegar aonde queremos, como se um fosse consequência líquida e certa do outro, quando na verdade há infinitas variáveis que podem interferir nos acontecimentos. Ao longo de minha trajetória esse tem sido um importante aprendizado.

Cada vez mais venho entendendo que, ainda que tenhamos objetivos e façamos nossa parte para atingi-los, há fatores externos que podem interferir nessa caminhada. É a maneira como escolhemos reagir a esses fatores que faz toda diferença. Ler o livro Os Quatro Compromissos – Um Guia Prático Para a Liberdade Pessoal, de Don Miguel Ruiz, foi mais uma confirmação que tive da importância que nossas atitudes têm sobre a nossa felicidade. A obra apresenta quatro tipos de atitudes, chamadas pelo autor de compromissos, que nos ajudam a ter uma vida mais próspera e tranquila, em harmonia com os outros e com nós mesmos.

Sobre o que falamos

O primeiro deles é “seja impecável com suas palavras”. Segundo Ruiz, este é o mais importante e o mais difícil de cumprir. Precisamos falar com integridade e dizer apenas aquilo que acreditamos. Devemos usar o poder da palavra na direção da verdade e do amor e fugir de fofocas e comentários negativos. O que Ruiz quer dizer é que nossas palavras têm poder e podem gerar impactos negativos no ambiente à nossa volta.

Ele conta um exemplo de uma criança que tem uma bela voz e ama cantar. Ao ouvi-la cantarolando, porém, a mãe – que teve um dia difícil e está estressada, sem cabeça para nada –, sem pensar, grita com a garota: “Cale a boca! Você tem uma voz horrível. Não pode ficar quieta?”. A partir daí, tudo muda na vida da menina. Ela acredita nas palavras da mãe e assume que a sua voz é ruim. Para não incomodar os outros com um som “tão desagradável”, resolve nunca mais cantar e passa a evitar até a falar, conversando menos com as pessoas.

Sempre que escutamos uma opinião e acreditamos nela, estabelecemos um compromisso que se torna parte do nosso sistema de crenças. A mãe não reparou nas consequências de suas palavras”, diz Ruiz. Quantas vezes agimos assim com as pessoas que mais amamos? Falamos sem pensar e sem a consciência das consequências maléficas. Por isso, precisamos ter cuidado com as palavras até mesmo conosco, pois o que dizemos nos afeta. Em vez de declarar que estamos feios, gordos ou somos estúpidos, precisamos dar apoio e colo a nós mesmos.

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Sobre o que ouvimos

O segundo compromisso diz para não levarmos nada para o lado pessoal. “Nada do que os outros fazem é por sua causa. O que dizem e fazem é uma projeção da sua própria realidade, de seu próprio sonho. Quando você se torna imune às opiniões e ações alheias, não será vítima de um sofrimento desnecessário.” Ruiz afirma que as pessoas levam as coisas para o lado pessoal, porque concordam com o que o outro está falando e, assim, se deixam contaminar por suas falas.

Além disso, o ser humano tende a achar que tudo gira em torno de si mesmo, por isso costuma acreditar que tudo é um ataque. Mas o livro ensina que um insulto diz muito mais sobre o autor do ataque do que sobre o atacado. A grosseria, na verdade, é uma expressão da leitura de mundo daquele indivíduo, é um problema dele. “Se alguém emite uma opinião e diz, ‘nossa, como você engordou’, não a leve para o lado pessoal. A verdade é que essa pessoa está lidando com os próprios sentimentos, crenças e opiniões. Ela está tentando envenená-lo, e se você levar isso para o lado pessoal, então estará aceitando esse veneno, que se torna seu”.

Sobre o que pensamos

O terceiro compromisso diz para não tirarmos conclusões precipitadas. Segundo Ruiz, toda tristeza e drama de sua vida foram causados pelo fato de você ter tirado conclusões e levado as coisas para o lado pessoal. Em vez de esclarecer a situação para entender o que realmente está acontecendo, o ser humano tende a tirar as suas próprias conclusões sobre um determinado fato. O problema é que, muitas vezes, essas conclusões são erradas e podem gerar conflitos entre as pessoas.

Em um casamento, por exemplo, um dos parceiros pode achar que o companheiro tem a obrigação de conhecê-lo bem e saber exatamente quais são os seus desejos. Mas quando o outro não atinge essa expectativa, a pessoa pode ficar magoada, porque fez um julgamento equivocado sobre o indivíduo. Se ela tivesse verbalizado o que esperava do companheiro – em vez de esperar que ele adivinhasse – talvez o drama pudesse ter sido evitado.A dica do autor é: “Crie coragem para fazer perguntas e expressar o que realmente deseja. Comunique-se com os outros o mais claramente possível para evitar mal-entendidos, tristeza e drama.

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Com este compromisso, você poderá transformar sua vida completamente”.Para sentir segurança, temos a necessidade de justificar tudo, de explicar e compreender tudo. Por isso presumimos. Se os outros nos contam algo, tiramos conclusões; se não nos contam, também tiramos, para preencher nossa necessidade de saber e suprir a necessidade de comunicação.

Sobre como agimos

O quarto compromisso é “sempre dê o melhor de si”, mas tenha em mente que seu melhor nunca será o mesmo de um instante para o outro. Será diferente nos momentos de saúde e nos de doença. Sob qualquer circunstância, simplesmente dê o melhor de si. Assim você evitará autojulgamento, auto abuso e arrependimento.Na prática, o que o autor quer dizer é que, se sempre dermos o nosso melhor em tudo o que fizermos, não iremos nos arrepender ou nos culpar por não nos entregarmos inteiramente para aquele fim. Vamos ter consciência de que demos o que tínhamos naquelas circunstâncias e que nos esforçamos para que o resultado fosse o melhor.Quando fazemos o melhor que podemos, aprendemos a aceitar a nós mesmos. Mas é preciso estar atento e aprender com os erros. Isso significa praticar, observar com honestidade os resultados e continuar praticando. Isso vai aumentar a nossa consciência.Segundo Ruiz, os primeiros três compromissos só vão funcionar se fizermos o nosso melhor. De minha parte, sei que nem sempre vou falar, ouvir e pensar da forma correta, mas se estiver consciente de que fiz o meu melhor, estarei satisfeita.

 

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