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Por Ana Carolina Coelho. Feminista, mãe, escritora, poeta, dançarina, plantadora de árvores, pesquisadora e professora universitária
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“Vamos conversar?”: as resistências do Amaternar

A divergência se tornou uma afronta e reduzimos a conversa a um monólogo de ordens e desejos

Por Ana Carolina Coelho
6 set 2022, 11h40

Eu adoro falar “vamos conversar?”. Acredito plenamente que a maioria das questões podem ser resolvidas com uma boa dose de debates entre as pessoas até que algum equilíbrio entre as divergências se estabeleça. Adoro também as boas formas de conversar: “papo-furado”; “falar abobrinha”; “jogar conversa fora” e “conversa fiada” são deliciosas e rendem uma leveza e boas gargalhadas. 

Então, quando se trata de “amaternar”, eu sempre pensei que era preciso dialogar e tudo ficaria bem. No entanto, percebo, a cada dia, que queremos a conversa que fale as mesmas coisas que pensamos e as falas que apenas corroborem nossas ações. A divergência se tornou uma afronta e reduzimos a conversa a um monólogo de ordens e desejos. Essa é uma armadilha muito comum quando se trata da relação entre mães e suas crianças/adolescentes. 

Minha mais velha está “adolescendo” visivelmente. A menina, que sempre foi questionadora, é agora uma moça cheia de argumentos próprios e sua maneira de enxergar o mundo possui uma ótica peculiar e diferente da minha. Inevitavelmente, temos muitas vezes que conversar, o que nem sempre é uma tarefa fácil ou divertida. Discordamos vigorosamente, brigamos e fazemos as pazes várias vezes na semana, culminando com uma conversa mais amadurecida de ambas as partes. É um processo desgastante, confesso. Mas fico pensando que, ainda assim, melhor estarmos em diálogo que em silêncio em uma relação. E minha pequena, agora quase da minha altura, tem direito a desenvolver suas próprias ideias, preferências e estilo de vida. A sua personalidade não é um espelho narcísico de mim, mas algo que existe e está se construindo daqui para frente de maneira cada vez mais intensa. E será uma honra e uma alegria fazer parte deste processo, mesmo que seja para ser “a parte que discorda”, pois ela terá que pensar, sentir e elaborar seus argumentos, o que de alguma maneira é um exercício para formar uma adulta crítica e consciente dos benefícios do diálogo democrático.

Vamos conversar é uma regra que “amaterna” as relações, pois estamos validando as existências das crianças e dando-lhes a chance de expressar seus pensamentos e emoções. E o que une as pessoas é o respeito amorosamente edificado desses diálogos. Conversar é uma arma corajosa que mães sabem usar com valentia. Façamos disso um hábito de resistência, pois vivemos em uma época que conversar é imprescindível para combater o ódio e a intolerância que assolam o planeta. Unidas, nós sabemos a força que temos. Mães: cuidem das suas crias e de vocês. E vamos juntas! É possível sermos melhores, sempre! Dias Mulheres virão!

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Vamos conversar?

Se quiser entrar em contato comigo, Ana Carolina Coelho, mande um e-mail para: ana.cronicasdemae@gmail.comInstagram: @anacarolinacoelho79

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