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Ana Claudia Paixão A jornalista Ana Claudia Paixão (@anaclaudia.paixao21) fala de filmes, séries e histórias de Hollywood

A fórmula do amor e sua narrativa no cinema e nas séries

A colunista Ana Claudia Paixão dá dicas de filmes e séries para curtir no Dia dos Namorados

Por Ana Claudia Paixão Atualizado em 11 jun 2021, 19h42 - Publicado em 11 jun 2021, 18h24

Há uma tradição milenar que a cultura, em geral, preserva: histórias de amor (verdadeiro) são sofridas. Podem acabar bem ou mal, mas o caminho é de separação, obstáculos, desentendimentos e, às vezes, morte. Tédio não faz parte do drama ou da comédia.

E, mesmo conhecendo a fórmula, sou viciada. Falou de dor e separação? Estou pronta como uma masoquista para dedicar horas do meu dia para chorar, rir e torcer por um casal resolver sua história (ou não).

Afinal, contar uma história – de amor ou não – demanda ter conflito ou obstáculo, senão para que estaria contando aquela trama? Portanto, a fórmula do amor romântico, seja no cinema, nas séries ou nos livros, inclui sim “desafios” como motivação.

Com isso em mente, quando chega o Dia dos Namorados e me pedem sugestões de conteúdo, meu algoritmo precisa esclarecer alguns fatores antes: vai ver sozinha ou acompanhada? Sua história de amor na vida real foi resolvida ou está pendente?

Essas respostas encaminham para outra vertente: acha que tem chance ou não tem solução? Quer rir ou quer chorar? Foi traída ou traiu alguém? Tem opção para tudo! Claro, porque se alguém acabou de ser traída não vai curtir muito a história daquele amor que desperta a personagem já ligada à outra. Para essas, Atração Fatal pode ser romântico! Brincando, claro!

Mesmo fora de datas comerciais, minha dose romântica envolve nostalgia, por isso aproveito para colocar meus clássicos favoritos no bluray, porque infelizmente nenhuma plataforma ou canal pago investe em conteúdo “antigo”, digo, anterior aos anos 2000. Dessa forma, muitas pérolas do passado estão quase perdidas.

Então, em 2021, considerando que ainda estamos em isolamento e precisando acreditar no final feliz, fiz uma seleção pra cima e mais fácil de achar. Não está em ordem de preferência. Vamos lá?

  • Orgulho e Preconceito, Netflix. Jane Austen sempre em qualquer momento e ocasião!
  • Bridgerton, Netflix. Nem precisa explicar a razão, né?
  • 10 Coisas que Odeio em você, Disney Plus. Filme com Heath Ledger novinho e refilmagem de A Megera Domada, de Shakespeare. Fofa, a produção termina com a gente querendo colocar Cheap Trick no maior volume com I Want You to Want Me.
  • O Amor Não Tira Férias, Netflix. Não é um filme natalino, é um filme sobre desencontros amorosos com cenários perfeitos. Nancy Meyers e Norah Ephron incluíram ironia e sonho nos filmes românticos de Hollywood.
  • Descompensada, Netflix. Uma jovem não acredita no amor monogâmico ou eterno… para descobrir que talvez esteja errada. Como não adorar?
  • WandaVision, da Disney Plus. Que história triste e impossível entre Wanda e Vision? A série é espetacular por várias razões, mas o que move a trama é a relação entre esses dois. E aviso: precisa de kleenex para a conclusão.
  • Modern Love, da Amazon Prime Video. Eu leio a coluna do New York Times há anos, mas a maneira que costuram as histórias – todas ligadas pelo amor – é sensacional. Vem uma segunda temporada por aí. Se ainda não conferiu essa história, vale a pena.
  • Fleabag, da Amazon Prime Video. Já está em tempo para rever a segunda temporada, porque a química entre a nossa querida Fleabag com o Hot Priest é tudo!
  •  A Dama e o Vagabundo, Disney Plus. Tem o filme de live action e tem o desenho clássico. Acompanhada de uma pasta e vinho, vamos sonhar!
  • Persuasão, na Amazon Prime Video. Meu livro preferido de Jane Austen, que virá com duas versões em 2022, sendo que uma delas, na Netflix, será estrelada por Dakota Johnson. Essa versão, de 1971, é uma das mais fiéis ao texto da escritora. Amor maduro, cheio de arrependimentos e ultra romântico.

Feliz Dia dos Namorados!

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