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Saiba mais sobre 4 dos problemas de pele mais comuns entre as brasileiras

Melasma, rosácea, manchas de sol, olheiras… Se identificou com algum deles? Então saiba como tratá-los.

Por Thais Varela - Atualizado em 16 jan 2020, 09h58 - Publicado em 27 ago 2018, 10h04

Ter uma rotina de cuidados diários com o rosto nem sempre é suficiente para eliminar algumas das principais condições de pele que podem surgir. Mas, com tratamentos direcionados e o acompanhamento de dermatologistas, é possível contornar a maioria desses problemas.

Abaixo, listamos algumas das quatro condições de pele mais comuns e explicamospor que elas ocorrem e o que fazer para controlá-las. Confira!

LightFieldStudios/ThinkStock

Rosácea

Vermelhidão facial, principalmente na área central da face, e o surgimento de pústulas (pequenas elevações que parecem espinhas) são algumas das manifestações mais comuns da rosácea. Essa condição é uma doença de pele inflamatória que ocorre quando os vasos sanguíneos não conseguem mais se contrair ou dilatar corretamente.

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Porém, nem todo mundo que tem rosácea sofre com os mesmos sintomas. Dividida em três grupos diferentes, a doença é classificada em: rosácea com avermelhamento e vasos aparentes, com pústulas e avançada, que ocorre quando a inflamação também atinge o nariz e a área dos olhos.

A rosácea normalmente se manifesta em pessoas de pele clara e sensível e não há um motivo específico que a faz ser desencadeada. Estresse, ingestão de bebidas alcoólicas, o uso de produtos que irritam o rosto e a mudança para um ambiente com variação de temperatura brusca podem ser alguns dos fatores que despertam essa condição.

Por ser uma doença de pele crônica, não é possível curá-la de forma definitiva, mas diversos tratamentos estão disponíveis atualmente para ajudar a controlar esse problema. “O primeiro passo para cuidar da rosácea é procurar um dermatologista e fazer o diagnóstico correto, pois muitas pessoas confundem essa condição com acne. Com isso feito, o tratamento é iniciado com produtos tópicos anti-inflamatórios. Para casos de rosácea mais graves, que tenham o aparecimento de pústulas ou inflamação na região dos olhos e nariz, o uso de anti-inflamatórios orais é recomendado”, explica a dermatologista Dra. Denise Steiner.

Como a rosácea deve ser controlada ao longo da vida, os cuidados diários são imprescindíveis para manter a pele em ordem. Por isso, incluir produtos para peles sensíveis, hidratar corretamente e aplicar o filtro solar todos os dias são passos essenciais que devem constar na rotina de beleza. “Na hora de cuidar da rosácea, fique longe de medicamentos com corticóide. Eles podem até apresentar uma melhora imediata, mas, a longo prazo, trazer efeitos colaterais para a pele”, finaliza a Dra. Denise.

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Manchas de sol

Vivendo em um país tropical como o nosso, é quase impossível não sofrer com as manchas de pele provocadas pelo sol. Causadas pela radiação ultravioleta, que estimula os melanócitos a produzirem melanina para proteger a pele, elas aparecem, em geral, nas mãos, colo e na face, que são as áreas que ficam mais expostas aos raios solares.

“Tanto a pele escura como a pele clara podem ficar manchadas, a diferença entre elas é como isso ocorre. Para a primeira, normalmente, as exposições agudas e mais intensas são as responsáveis pelo surgimento das manchas. Já para a segunda, ficar exposto ao sol à longo prazo e sem proteção adequada é um dos motivos”, explica o Dr. Damiê De Villa.

Pode parecer óbvio, mas, para evitar as manchas, a melhor maneira é não abusar do sol. Usar protetor solar diariamente é muito importante e procurar produtos com fator de proteção acima de 30 é o indicado. Durante um dia de verão em que o plano é ficar algumas horas na praia ou piscina, é essencial reaplicar o produto de duas em duas horas ou após um período prolongado na água.

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“Em geral, o uso do próprio protetor solar já funciona como tratamento para pequenas manchas e para evitar outras. Porém, para uma pele muito lesada, o uso de laser e peelings, que devem ser feitos apenas com o acompanhamento dermatológico, pode ser adequados”, explica Dr. Damiê.

LittleBee80/ThinkStock

Olheiras

O inchaço ao redor dos olhos e a pele escurecida na região ocorrem, principalmente, pela má vascularização da área. As causas mais comuns para essa alteração nos vasos sanguíneos acontecerem são: genética, tendência a ter alergias e pele com facilidade para a hiperpigmentação.

O tipo de olheira que normalmente está associada à condição genética é a que aparece em pessoas que possuem o sulco lacrimal acentuado, ou seja, a região embaixo dos olhos um pouco mais funda. Nesse caso, o tratamento é feito com o preenchimento da área com ácido hialurônico.  

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Já pessoas com maior sensibilidade alérgica tendem a desenvolver olheiras por possuírem os vasos da pálpebra mais dilatados. Essa dilatação faz com que algumas hemácias saiam das células e passem a se acumular nos vasos, pigmentando assim a região. Produtos que diminuem a vasodilatação e o inchaço são as melhores opções para controlar esse tipo de escurecimento.

A região dos olhos é um local que temos contato constante com as mãos, seja para coçar, higienizar ou aplicar algum produto. Para quem possui facilidade a hiperpigmentação da pele, toda essa movimentação acaba estimulando o escurecimento e o surgimento de olheiras. Nesse caso, o uso de cosméticos despigmentantes específicos para o local fazem parte dos cuidados necessários.

“Além do tratamento específico para cada tipo de olheira, dormir bem, se alimentar corretamente e praticar exercícios ajuda a diminuir o aspecto cansado da pele e o surgimento de olheiras temporárias”, indica o Dr. Damiê De Villa, dermatologista do Kurotel.

Melasma

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Diferente das manchas solares, o melasma é uma doença que ocorre porque o melanócito – a célula que produz a melanina – fica desequilibrado. Normalmente, essa condição se manifesta apenas na pele do rosto e afeta principalmente mulheres adultas. Segundo a dermatologista Dra. Denise Steiner, essa condição é comum entre os latinos, pois tende a aparecer principalmente em peles morenas e miscigenadas.

“Estudando o melasma, pudemos perceber que o estresse, o sol e algumas mudanças hormonais são os grandes responsáveis pelo seu aparecimento. A gravidez também é um fato que pode facilitar a manifestação dessa condição devido às variações de hormônios típicas do período”, explica Dra. Denise.

O melasma é uma doença crônica, mas que pode ser controlada. Para o tratamento, são usados cremes clareadores e hidratantes, filtro solar diário com cor para proteger a pele também da luz visível e laser. O acompanhamento médico é essencial para indicar os cuidados necessários e fazer o controle das manchas.

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