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A nova geração de produtos de skincare é multitarefas e mais responsável

A indústria já sinalizava que os lançamentos deste ano seriam voltados à pele. Então veio a pandemia. Em casa sem maquiagem, ela ganhou ainda mais atenção

Por Isabella Marinelli - Atualizado em 21 ago 2020, 12h30 - Publicado em 21 ago 2020, 14h00

Para quem passou os últimos meses confinada, os momentos do banho e da rotina de pele tornaram-se mais do que uma prática de higiene pessoal e ganharam a conotação de ruptura. Eles sinalizam o começo ou o final da jornada de trabalho, a permissão para, enfim, descansar. É a parte do dia que é 100% sua. Não por menos, um relatório da Mckinsey & Company demonstrou que as categorias de banho, cabelo e pele cresceram mais de 300% no maior e-commerce da Europa entre março e maio. Até o TikTok, aplicativo que virou febre na quarentena, virou lugar de falar em skincare – já são mais de 10 bilhões de visualizações na hashtag.

O interesse pelo assunto, que aparece tanto nas buscas, ajuda a formar consumidores mais conscientes de suas compras e do impacto delas, além de estimular o autoconhecimento – você já deve ter se perguntado se uma textura funcionaria para seu tipo de pele. O segredo do sucesso está em aliar o acesso às informações ao contato com um médico, que poderá editar essa rotina de pele da maneira mais correta possível diante dos tantos frascos nas prateleiras. “A avaliação individualizada é fundamental para aproveitar o melhor de cada produto sem correr riscos”, afirma a dermatologista Valéria Marcondes, de São Paulo. Para dar ainda mais ânimo a esse comportamento, entregamos o que há de diferenciado nos cosméticos que chegaram recentemente ao mercado com novas tecnologias e propostas.

VOLTA DOS CLÁSSICOS
O retorno aos básicos se deve ao potencial multifuncional que eles carregam e à nossa exigência por produtos superpráticos. Pode se preparar para encontrar ativos consagrados do skincare em novas formulações, concentrações, usos e até embalagens. É o caso da vitamina C, indicada como suavizadora de manchas e estimulante de colágeno, que chega às prateleiras em ampolas tecnológicas, capazes de conservá-la estável por mais tempo ao evitar o contato com o ar – um dos maiores desafios da indústria, já que ela oxida rápido. Outro composto que vive bons momentos é a niacinamida, ou vitamina B3. “Ela reduz as inflamações. Isso é importante, porque o processo de envelhecimento celular é precedido por uma série delas”, explica Valéria. O ácido hialurônico, queridinho absoluto, aparece em maiores variações de pesos moleculares, o que significa que pode ser absorvido por diferentes camadas da pele e assim ser mais efetivo na hidratação e no preenchimento.

SIMPLIFIQUE
Na mesma toada da funcionalidade, fórmulas enxutas (mas ainda assim tecnológicas), rótulos transparentes e propósitos claros conquistaram espaço. O que já era uma tendência fora do Brasil, com representantes de peso (como o case The Ordinary), aparece por aqui com a mesma missão de ganhar os mais jovens e engajados. Boas representantes são as já veteranas Sallve, Simple Organic e Care Natural Beauty, além das recém-lançadas Creamy e Principia. Em comum, elas têm os portfólios eficientes para as principais etapas de cuidado e venda online.

 

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Divulgação/CLAUDIA

 

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Sérum Solução Retinol-Like, Simple Organic, R$ 145;
Sérum Hyalluron-Filler Vitamin C Booster, Eucerin, R$ 215;
Creme Hidratante Antimanchas Vinoperfect, com niacinamida, Caudalie, R$ 279;
Sérum Booster Nutrição, com ácido hialurônico e vitaminas B3, Quem Disse Berenice?, R$79.

ALÔ, NATUREZA
A preocupação relacionada com a qualidade e origem dos ingredientes dos cosméticos não é de hoje, mas saiu do nicho das marcas especializadas para os lançamentos de grandes etiquetas desejadas pelas consumidoras. É o caso do Drops of Beauty, da Make B Skin, de O Boticário, que é vegano e tem 95% de ingredientes vegetais; ou ainda da linha Capture Totale C.E.L.L., da Dior, que oferece hidratação antioxidante e tem 84% de compostos naturais na formulação, além de embalagens feitas de vidro reciclado e redução de papelão na caixa.

FEITO DE VERDE
Alguns ácidos são bem-vindos na rotina, dependendo da sensibilidade da pele e indicação médica. É o caso da família dos alfa-hidroxiácidos (AHAs), cuja sigla aparece cada vez mais nos vidrinhos. Trata-se de um conjunto de substâncias derivadas de frutas e cereais – glicólico, lático e mandélico são os AHAs mais comuns. “Eles agem como esfoliantes químicos, estimulando a renovação celular, e potenciais antioxidante e hidratante”, explica a farmacêutica Ana Carolina Ribeiro, vice-presidente da Associação Brasileira de Cosmetologia. Peles negras devem ter cuidado com o glicólico. Outro aliado que vem das plantas é o extrato de Bakuchiol, que tem ação equivalente à dos retinoides e, por isso, é chamado de retinol-like. O efeito na pele é de estímulo do colágeno, que preenche e suaviza as linhas finas. De olho neles!

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Solução Facial Glycolique Daily Peel, de ácido glicólico, Dermage, R$ 110;
Sérum facial hidratante, com esqualano e ácido lático, Biossance, R$ 329;
Creme Firmador Capture Totale Cell Energy, Dior, R$ 629;
Sérum Elixir Facial Beauty Drops Make B, O Boticário, R$ 90.

*A Abril pode receber alguma porcentagem da venda de produtos através dos links desta matéria. Ainda assim, as escolhas são estritamente editoriais. 

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