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A astrologia falhou na previsão da pandemia?

A professora e astróloga Maria Eugênia de Castro explica que os sinais e causas estavam mapeados, mas que os fatos não podem ser previstos nas estrelas

Por Ana Claudia Paixão - 14 abr 2020, 14h00

A pandemia chegou do nada, impiedosa, matando milhares, isolando bilhões. Incertezas, medos, intensidade. Na China tudo isso começou ainda em 2019, mas, no mundo ocidental, há pouco mais de um mês que tudo mudou. Aparentemente a falta de ‘aviso’ fez muitos perguntarem: ninguém previu? Os astros não poderiam ter nos avisado?

E avisaram, mas não com as palavras que estávamos esperando ouvir.

“Astrologia fala na causa,  não no fato”, explica uma das maiores astrólogas do país, Maria Eugênia de Castro. “Porque se a gente fosse falar no fato, você já pensou? A vida de cada um, ‘você vai encontrar alguém na esquina da rua Figueiredo de Magalhães, com terno amarelo’. Seria impossível”, ela diz.

Com mais de 30 anos de experiência, autora de mais de 20 livros, professora e estudiosa, Maria Eugênia é a fundadora e presidente da Sociedade de Astrologia do Rio de Janeiro e também fundadora e atual conselheira do Sindicato dos Astrólogos do Rio de Janeiro. Para ela, os avisos para a grande mudança estavam anunciados no astral há algum tempo. De sua casa, onde está seguindo à risca as observações de isolamento social, ela conversou com CLAUDIA e apontou para o lado positivo. Os astros continuam alinhados até o fim do ano, mas, o pior, pode ter passado. “Só vai ter outra  época igual a que a gente está vivendo, que é única, daqui a uns 2000 anos”, ela garante.

CLAUDIA: O que a astrologia diz sobre tudo que tá acontecendo agora?
MEC: Para explicar o momento atual, mais do que só falar nos trânsitos ou como é que os planetas estão, é preciso falar da época que a gente está vivendo, que é uma época única. Só vai ter outra parecida daqui a uns 2000 anos.

CLAUDIA: Como é que são essas eras astrológicas?
MEC: Então, existem eras de todos os signos, mas o que a gente tem documentação, quer dizer o que a gente pode falar e mostrar alguma coisa, é de dez mil anos para cá. Porque antes de dez mil anos tem muita suposição de como era a Humanidade, muita explicação, mas pouco entendimento. Não se pode provar nada. Por isso é melhor falar do que a gente tem documento. Existe um ano sideral, é um ano que é baseado na precessão dos equinócios. É um dos temas mais controvertidos por causa do grande espaço de tempo. Dentro dos estudos mais sérios, que foram feitos do século IV pra cá, se estudam essas eras [astrológicas].

CLAUDIA: Como a gente contabiliza e sabe mais ou menos como são as eras?
MEC:  As eras são um mês cósmico, que representa 1/12 por signo e forma o que chamamos de ano sideral. É parecido com ‘nosso ano’, com doze meses. Mas o mês cósmico, que é uma era, demora 2160 anos para completar. O ano sideral  completo são 25.920 anos. Tudo isso é tirado do estudo chamado ‘A precessão dos equinócios’ e é decorrente do ligeiro balanço do eixo da Terra, que se inclina no formato de um cone, e que vai rodeando e formando os meses cósmicos, as eras e o ano. Essa é a explicação astronômica.

CLAUDIA: E cada ‘era’ tem a ver com os signos?
MEC:  Sim. E o que é mais incrível é que, por exemplo, a era de Leão (10 mil anos atrás) correspondeu à característica do signo de Leão, a de Áries com Áries, Touro, etc.. Estávamos vivendo a Era de Peixes, que acabou, e estamos entrando na Era de Aquário. E está tudo correspondendo ao que o signo de Aquário é. 

CLAUDIA: As ‘eras’ seguem as ordens dos signos?
MEC: Não, trabalha no sentido contrário. Depois de Leão, vem Câncer, depois Gêmeos, Touro, Áries, Peixes e agora, Aquário. Cada um dura mais ou menos dois mil anos, mas se quiser ser preciso, são 2160 anos entre uma e outra.

CLAUDIA: Então a  ‘era’ de Peixes já encerrou…
MEC:  Por isso o momento atual é tão importante porque desde 1960 estamos deixando Peixes e entrando na Era de Aquário, apenas em 2040 é que as mudanças serão implantadas.

CLAUDIA: Leva tanto tempo assim?
MEC: Uma ‘era’  leva em torno de 80 anos para mudar. Por isso que desde 1960 a gente está saindo da ‘Era de Peixes’. Para entrar na outra era leva mais 40 anos e, ao todo, a transição leva 80 anos. Como já estamos em 2020, se calcula que em 2040 não teremos mais dúvidas que estaremos completamente ‘aquariando’.

CLAUDIA: E o que significa, a Era de Aquário?
MEC:  Aquário é um signo de imprevistos, inesperados, é um signo do que você pode pensar que é impossível, mas acontece, é um período estranho. Tudo que você pensar ‘Não pode’, pode. Para Aquário? Pode. Aquário mostra que não existe nenhuma certeza rígida. A humanidade vive em evolução. Então a evolução é que coisas que você nunca imaginou que iriam acontecer, acontecem.  E acontecem mesmo. E quando eles resolvem lá em cima, está resolvido.

CLAUDIA: O que será importante ter em mente?
MEC: A palavra-chave da Era de Aquário, que a gente vem repetindo há muito tempo, é solidariedade. Todo dia falam bilhões de vezes essa palavra, mas solidariedade, é ajudar ao outro, não porque eu sou bonzinho, mas porque eu sou inteligente. Uma pessoa inteligente ajuda quem tá perto porque é melhor que todo mundo esteja bem do que apenas eu bem e os outros mal. Não funciona.

CLAUDIA: Como era a Era de Peixes?
MEC:  Dava muito valor ao dinheiro, às pessoas bilionárias.  

CLAUDIA: Você diz que há uma conjunção muito especial dos planetas, uma conjunção forte atualmente que não é usual. Quais são os planetas e que conjunção era essa?
MEC: 
Essa grande conjunção é que está dando impulso à nova era e pode ter contribuído a criar e a dar força a esses acontecimentos atuais. Juntaram quatro planetas: Marte, Saturno, Plutão e Júpiter. Marte leva dois anos para chegar, mas já está saindo. Saturno leva trinta anos, Júpiter leva doze anos e Plutão duzentos e cinquenta no mínimo, para chegar a um ponto determinado do zodíaco. Eles estão exatamente nesse final, no último decanato do signo de Capricórnio. Para isso se repetir serão zilhões de anos, só conseguimos calcular a cada 500 anos. Vai ver que até lá haverá um supercomputador calculando a repetição dessa conjunção.

CLAUDIA: A questão está na conjunção ou nos planetas que se alinharam?
MEC:  A
partir do alinhamento de três planetas, que chamamos de stellium, é como se fosse um conjunto estelar tão forte que dispara uma coisa de fim de um tempo e início de outro. Alguma coisa muito grande acontece numa conjunção tão grande. Por exemplo, a Igreja Católica diz que houve uma conjunção no céu, que os Reis Magos viram quando Jesus nasceu. Jesus  foi a pessoa mais importante da Era de Peixes. Em dois mil anos, ele foi a pessoa mais importante, mais famosa e agora temos esse stellium atual. Dizem sempre que quando Júpiter e Plutão estão juntos, ainda mais com Saturno, que algum Mestre está se aproximando.

CLAUDIA: Mestre?
MEC: Para inspirar pesquisadores, médicos, infectologistas, químicos, físicos… para descobrir o remédio para a pandemia. Isso pode surgir de uma hora para outra. Você sabe que as grande descobertas em geral partem do óbvio.

CLAUDIA: Então o que está acontecendo foi mapeado?
MEC: 
Astrologia fala na causa e não no fato.  Quando a gente faz o mapa de uma pessoa que você conhece a idade ou alguma base, você pode dar indicações. Assim como quando você vai ao médico e tem que levar exame, radiografia, tomografia, idade, tudo, para eles então tirarem uma conclusão. O astrólogo não é um adivinho. Ele lê o céu. Faz leituras baseado em cálculos exatos. Agora mesmo eu estava lendo o dia de hoje (14): a Lua está em trígono a Urano. A gente vai acompanhando tudo. 

CLAUDIA: Então voltamos para  ‘o que está acontecendo astrologicamente’ agora?
MEC:  Uma coisa que estava precisando ser feita há anos e anos. Agora vem tudo à tona, tudo em cima da mesa ao mesmo tempo. Precisava uma conjunção dessa para empurrar, impulsionar, ativar. A gente chama sempre uma grande conjunção no céu de ativa. Se uma pessoa vem aqui e tá com um aspecto muito bom de Vênus, tem um planeta muito bom ativando sua Vênus, então a gente pode falar que está havendo três possibilidades na sua vida. A vida afetiva, financeira e artística. Porque Vênus ativa esses três setores. Cada um vai preferir uma coisa, amor, beleza, dinheiro. Cada planeta ativa. Agora quatro juntos, ativou muito mais. Parece que descobriu o cerebelo de todo mundo e disse ‘Gente, olha aí. Olha o que não tem, olha o que tá faltando’.

CLAUDIA:  Cada signo, em tempos de isolamento, reage de uma forma diferente. Como é que é isso para a astrologia?
MEC: Tem gente que tem o mapa mais combinado, mais calmo, bem organizado.  E também tem gente que tem mais ‘idade astral’, que nasce com um nível de maturidade maior. A pessoa com maturidade astral é aquela que diz ‘A história é essa, a vida é essa, a realidade é essa. Vou fazer tudo com o máximo de tranquilidade e serenidade que puder. Não vou discutir, não vou ficar reclamando e resmungando’  Tem pessoas com planetas bons na casa 12, que gosta de ter momentos só seus, momentos de uma reclusão prazeirosa. Para outros parece um castigo porque não pode passar um dia sem dar uma volta pelo menos no quarteirão.

CLAUDIA:Os astros estão forçando a dar essa pausa e usar esse momento para a reflexão?
MEC: 
Exatamente. Quando a pessoa fica muito agitada, eu digo para ela assim ‘Você já viu um concerto sinfônico?’ Tem horas que o maestro manda os violinistas colocarem o violino no colo e eles ficam parados ouvindo os outros. Depois é o piano, depois o contrabaixo, o sax, a tuba. Cada um tem sua hora de tocar até que no fim toca todo mundo junto. Na música se chama pausa, não é parada. É uma pausa na história. Nós estamos vivendo uma pausa. Então vamos encarar como isso, vamos nos ocupar fazendo alguma coisa boa. Varrer a casa, arrumar as gavetas.

CLAUDIA: Astrologicamente, o pior já passou?
MEC: 
A conjunção dos quatro planetas está desmanchando. Marte, que é o mais inquieto dos planetas e o mais rápido, veloz, já está se afastando. Estão ficando só os outros três, que vão ficar assim até o fim do ano, mas eles também ativam a mente de Mestres.  Dizem que o sucesso não ocorre por acaso porque não ocorre mesmo. A intuição vem e sopra em uma mente preparada. 

Lais Pisani/Divulgação

CLAUDIA: Mais cedo você  mencionou que “Imagine”, de John Lennon, vai ganhar nova relevância quando tudo passar…
MEC:  ‘Imagine’ é o hino da Era de Aquário. John Lennon escreveu, com todos os detalhes e recursos, essa maravilha de música que fala exatamente de um mundo muito melhor.  ‘Imagine todas as pessoas partilhando o mundo todo’. Eu nem posso ouvir essa música, é emocionante.

CLAUDIA: Qual seria a mensagem para as pessoas que ainda estão ansiosas e vivendo essa angústia da incerteza?
MEC: Eu acho que não demora tanto para passar. Marte começa a se afastar a partir do final do mês. No fim do mês ele estará 21 graus longe da conjunção. Saturno também já começou a pisar um grau em Aquário, que é o signo após Capricórnio. Então quando esses dois chegarem a Aquário, será o signo das mentes que criam soluções.  Aquário entrou para valer. Eu acho que a diretoria lá de cima tava achando que a humanidade tava muito lenta, muito devagar, falando muito e fazendo pouco e resolveram ativar tudo e deram esse ‘sustão’, que é o maior susto que todos os seres humanos já enfrentaram. Os oitos bilhões de pessoas. O medo de doença e medo da morte. Vai acabar essa epidemia e o mundo vai ser outro. 

Quem quiser acompanhar o trabalho de Maria Eugênia, ou saber mais sobre os estudos dela, sábado que vem (18), às 17h, ela fará uma aula online, na sua página do Facebook. O curso se chama  ‘Assim caminha a humanidade: as grandes eras astrológicas explicando o momento atual’, e é gratuito.

 

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