5 coisas para refletir antes de acrescentar – ou não – o sobrenome do seu parceiro

Vai casar? Então é hora de pensar sobre uma possível mudança de nome e como ela irá afetar sua vida

Toda noiva, em algum momento, se depara com a pergunta: “O que você vai fazer com o seu nome?” No Brasil, a mulher pode adotar o sobrenome do marido ou continuar com o mesmo nome de solteira, a sua escolha. O mesmo vale do marido em relação à mulher. Ele também pode incluir o sobrenome da companheira. Para eliminar sobrenomes intermediários é preciso solicitar a análise e aprovação do promotor público no processo de habilitação para o casamento. A decisão, no entanto, não é fácil. Acrescentar ou não o sobrenome do cônjuge? Retirar o sobrenome da própria família?

A mudança do sobrenome envolve muitas questões históricas e políticas, mas o que conta mesmo na decisão é a bagagem de vida de cada mulher. Escolher como quer seu nome é uma decisão profundamente pessoal que ninguém mais pode fazer para você. Enquanto muitas mulheres têm orgulho do sobrenome dos pais e veem neles suas raízes, outras enxergam nos sobrenomes histórias difíceis que elas preferem deixar para trás. Claro que existem muitas considerações práticas a serem feitas, mas no final das contas o que realmente importa é o que a mudança de nome – ou não – representa para você. E ninguém pode pressionar essa decisão.

Listamos 5 pontos que devem ser considerados antes de dizer sim:

1. Estética e sonoridade

Pode parecer superficial, mas a maioria de nós quer um nome bonito e que soe bem. Se você não gosta do seu sobrenome, é totalmente válido trocar pelo do seu marido. Mas pense bem: o resultado final será bonito? Se for apenas acrescentar o sobrenome dele, pense se a combinação não irá gerar um nome esquisito ou até vexatório.

2. Vida profissional

Você está em uma profissão que depende fortemente do reconhecimento do seu nome? Se você já construiu uma reputação profissional significativa sob seu nome de solteira, é importante pensar se uma mudança de nome afetaria de alguma forma sua carreira. Para uma escritora, por exemplo, mudar o sobrenome poderia confundir o público que ela já construiu.

3. Burocracia

Não há nada de romântico na burocracia que envolve a mudança de sobrenome. Se você optar por acrescentar o sobrenome do marido, deve ter em mente que todos os seus documentos deverão ser atualizados. O processo de reimpressão dos documentos está cada vez mais simples, mas você deve ter em mente que ele será necessário após dizer o sim na frente do juiz.

4. Futuros filhos

Se estiver pensando em eliminar algum sobrenome da sua família e ficar com o do marido, pense bem como isso afetará o seu futuro. É tradicional que as crianças levem o nome do pai e da mãe. Você vai abrir mão de perpetuar o sobrenome da sua família?

5. O que seu parceiro pensa

Não foi à toa que colocamos esse tópico como o último da lista. Depois de refletir sobre o que essa mudança representa para você, agora é a hora de perguntar a opinião do seu parceiro. É importante para ele que você receba o sobrenome dele? Ou ele não se importa? Cresce a cada ano o número de homens que também acrescentam o sobrenome da parceira após a união. A ideia é acabar com o conceito de posse masculina e representar a união de duas famílias de uma forma mais plena. Vale a pena conversar com o companheiro e discutir as opções, mas não se deixe pressionar, pois a decisão final é sempre sua.