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Sexonambulismo: descubra se é possível transar dormindo

Apesar de raro, distúrbio afeta uma parcela da população (especialmente homens)

Por Kalel Adolfo
26 fev 2024, 09h58

Você já ouviu falar em sexonambulismo? A condição, rara entre a população, acontece quando transamos enquanto estamos dormindo — e não nos lembramos de absolutamente nada no dia seguinte. Além de ser um quadro potencialmente constrangedor para algumas pessoas (há aqueles que se masturbam durante o sono), o distúrbio pode levar a situações mais graves, como assédio sexual.

Felizmente, existem tratamentos e formas de diminuir os fatores de risco. A seguir, Nina Ferreira, médica psiquiatra referência em neurociência, explica tudo o que você precisa saber sobre o sexonambulismo (ou sexônia).

Sexonambulismo: o que nos faz transar dormindo?

Segundo Nina, o sexonambulismo é um tipo específico de sonambulismo, que faz parte de um transtorno comportamental de sono chamado de parassonia. “Podemos definir como uma alteração de comportamento que ocorre enquanto dormimos, de maneira inconsciente”, explica.

A sexônia é uma dessas alterações, pois nos faz transar num período em que o lobo frontal do cérebro (responsável pela elaboração dos pensamentos e emoções) está fechado, impedindo que a memória do momento seja arquivada.

A psiquiatra também pontua que o sonambulismo por si só, especificamente quando acontece na infância ou adolescência, não é caracterizado como um distúrbio.

Porém, se o quadro persiste na fase adulta (com ou sem a presença do sexonambulismo), o quadro pode ser classificado como uma parassonia.

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Causas do sexonambulismo

De acordo com Nina, é necessário, em grande parte dos casos, que o paciente tenha uma predisposição genética para desenvolver o sonambulismo por si só enquanto adulto.

“Não é qualquer cérebro que desenvolve esse distúrbio. Portanto, quando a pessoa se queixa do quadro, é comum ver casos próximos na família. Isso torna o indivíduo mais suscetível a ter movimentos como o sexonambulismo neste estado inconsciente”, esclarece.

Além disso, a psiquiatra afirma que a sexônia é mais comum em homens. Todavia, a comunidade científica ainda não encontrou uma explicação para essa relação entre gênero e o distúrbio.

O consumo de álcool, drogas ilícitas e medicamentos (como o Zolpidem, muito receitado para quem tem insônia) também aumentam as chances do surgimento de sexonambulismo.

“Gosto de pontuar que esses não são fatores causais, porém, não deixam de ser comportamentos de risco que potencializam a chance de desenvolver o quadro.”

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Existe tratamento e cura para o sexonambulismo?

Sim, existe tratamento, e até mesmo cura, para o sexonambulismo. De acordo com a especialista, as medicações que ajudam a regular os padrões de sono tendem a diminuir a reincidência do distúrbio.

“Também buscamos a causa de base. Se existir um transtorno neurológico associado, iremos tratá-lo”, diz. Porém, Nina afirma que a maioria dos casos estão associados a quadros mentais ou emocionais.

“A psicoterapia acaba sendo bastante eficaz para tratar a ansiedade ou a depressão, associada ao tratamento medicamentoso”, afirma.

Contudo, mesmo que o paciente consiga interromper os episódios de sexônia, é imprescindível lembrar que ele sempre estará suscetível a novos episódios.

“Por isso, orientamos a maximizar a qualidade de vida. Ou seja: dormir bem, não consumir álcool e outras substâncias, fazer exercícios físicos regularmente e cuidar da saúde emocional. Seguindo essas orientações, as chances de viver sem ter o quadro novamente são muito grandes”, conclui.

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