Óleo de coco não é benéfico e pode fazer mal à saúde

Repense as informações que já ouviu sobre esse óleo: sociedades médicas brasileiras desencorajam o uso de óleo de coco para emagrecimento

Se você já ouviu falar que o óleo de coco previne doenças cardiovasculares e neurodegenerativas, ajuda a emagrecer e é também bom para o cabelo, pode deixar de lado todos esses benefícios porque não existe comprovação da veracidade de nenhum deles.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) e a Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) se posicionaram contra a utilização do óleo de coco para o emagrecimento. As duas primeiras afirmaram não haver evidências científicas que comprovassem a ligação do óleo com a perda de peso.

Além disso, não há estudos que discutam os efeitos do óleo de coco nas funções cerebrais – dessa maneira, não há como comprovar que ele ajuda na proteção contra doenças neurodegenerativas.

Ana Lúcia dos Anjos Ferreira, pesquisadora da faculdade de medicina da Unesp de Botucatu e médica nutróloga da Abran, disse ao jornal Folha de S. Paulo que não há como sustentar cientificamente que o óleo de coco tenha qualquer benefício para a saúde. Fábio Trujilho, presidente da Sbem, diz que não há como saber se o óleo faz mal ou não, e completa: “de forma muito prática, é possível dizer que ele serve para nada”.

A presidente da Abeso, Maria Edna de Melo, conta que esse óleo entra na lista de produtos naturais que estão na moda e, somado ao desconhecimento científico dos efeitos do produto, não se sabe ao certo se há riscos à saúde.

Um dos problemas do óleo de coco são as gorduras saturadas, as quais são abundantes no produto e, de acordo com médicos, estão associadas a maiores riscos de eventos cardiovasculares e ao aumento tanto do colesterol bom (HDL), quando do ruim (LDL).