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Novo medicamento é aprovado pela Anvisa para tratar obesidade adulta

O fato de existirem poucos medicamentos prescritíveis para este quadro clínico é amplamente criticado pelos profissionais da saúde por limitar muito os recursos após a identificação do diagnóstico

Por Redação CLAUDIA Atualizado em 28 out 2016, 14h38 - Publicado em 2 mar 2016, 16h02

A Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou nesta semana o Saxenda, um novo remédio capaz de tratar a obesidade em adultos. Até a decisão do órgão, só havia dois medicamentos destinados ao tratamento no país, o orlistat e a sibutramina, ambos produzidos pelo laboratório dinamarquês Nordisk. O fato de existirem poucos medicamentos prescritíveis para este quadro clínico é amplamente criticado pelos profissionais da saúde por limitar muito os recursos após a identificação do diagnóstico. 

O novo remédio possui o mesmo princípio ativo do Victoza, a liraglutida e já era um velho conhecido dos portadores de diabetes do tipo 2, por ser receitado nesses casos. Em entrevista ao G1, o endocrinologista Alexandre Hohl, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), pontuou que em casos como a obesidade, só tomar remédio de controle de peso não é uma atitude saudável: “A chegada de um novo medicamento para tratamento de obesidade é extremamente bem-vinda, mas isso não modifica em nada a recomendação de que qualquer perda de peso seja baseada em mudanças na alimentação e prática de atividades físicas.”

O novo remédio é indicado para adultos com Índice de Massa Corporal (IMC) maior que 30, ou 27, para os pacientes que possuem pelo menos um problema de saúde referente ao peso; como por exemplo pré-diabetes, dislipidemia, diabetes tipo 2, hipertensão arterial ou apneia obstrutiva do sono. E seu foco é imitar a ação da substância natural produzida pelo nosso corpo que diminui o apetite, a GLP1. Os efeitos colaterais podem oscilar entre náusea e vômito. 

O Xenical, nome mais conhecido para o orlistat, é responsável por reduzir a absorção de gordura corpórea em 30% e eliminá-la nas fezes e não é recomendado para pessoas com dificuldade de absorção de nutrientes. A sibutramina promove uma sensação de saciedade agindo sobre a serotonina. Mas o remédio teve seu uso restrito pela Anvisa por apresentar risco de complicações cardiovasculares. Estima-se que 30% dos pacientes que a utilizam apresentam respostas positivas, outros 40% respondem razoavelmente e cerca de 30% apresentam complicações após a consumirem.

O Victoza e o Saxenda são medicamentos vendidos sem retenção de receita e possuem o mesmo princípio ativo, o que difere um do outro é apenas a dosagem. Um fato muito preocupante é que o Brasil leva o título de campeão mundial de automedicação; além do agravante de que grande parcela da população possui distúrbios alimentares. Por isso é sempre necessário consultar um médico na hora de decidir tomar algum medicamento para controle de peso. 

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