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Coqueluche: por que se vacinar antes da chegada do bebê?

A doença ainda atinge milhões de pessoas no mundo todo ano e possui um risco maior para crianças com menos de 6 meses

Por Abril Branded Content
Atualizado em 15 jan 2020, 13h07 - Publicado em 16 jul 2019, 10h00

No início, os sintomas se confundem com os de diferentes doenças respiratórias: nariz escorrendo, febre e tosse. Só que, na fase seguinte, essa tosse pode se tornar tão persistente e intensa que leva à perda do fôlego. Está aí o porquê de a coqueluche ter sido conhecida popularmente como tosse comprida.1,8 “Por um período, mesmo a comunidade científica acreditou que a doença estava sob controle, sobretudo depois das décadas de 1950 e 1960, quando a vacinação se ampliou e os casos foram diminuindo significativamente”, diz Dra. Bárbara Furtado (CRM-RJ 72109-3), pediatra e gerente médica de vacinas da GSK, do Rio de Janeiro. “Mas hoje a melhora do diagnóstico laboratorial vem comprovar que essa doença altamente contagiosa continua sendo uma ameaça”, alerta a médica. 

Causada pela bactéria Bordetella pertussis, a coqueluche é transmitida pelas gotículas que se espalham com a tosse, o espirro e até quando falamos.1 Em muitos casos, as pessoas não sabem que estão infectadas, aumentando, assim, o risco de contágio.11 “Uma única pessoa chega a contaminar mais de 15 outras, e uma das maiores preocupações são os bebês com menos de 6 meses de idade, que ainda não completaram o primeiro esquema vacinal”, ressalta Dra. Bárbara. 

E é justamente nessa população mais vulnerável que a evolução da enfermidade é mais grave, levando a complicações como pneumonia, convulsões e alterações cerebrais. Nos pequenos, não raramente, a tosse prolongada e a perda de fôlego deixam a pele com uma coloração arroxeada devido à falta de oxigenação.9 Para se ter uma ideia do risco, de acordo com o Ministério da Saúde, entre 2016 e 2017, todas as mortes ocorridas em razão de coqueluche se deram com menores de 1 ano, e quase 90% dessas crianças tinham menos de 6 meses.1

Cuidado ainda na barriga

A proteção ao recém-nascido, portanto, deve começar a ser elaborada durante a gestação, no pré-natal. Quando a mãe é vacinada, ela aumenta a produção de anticorpos e os passa para o bebê. Assim, ao nascer, ele pode estar protegido durante os primeiros meses de vida até que complete o seu esquema vacinal primário, com a vacina que protege contra difteria, tétano e coqueluche.2 “O efeito protetor da vacina contra coqueluche diminui acentuadamente após dez anos”, esclarece a médica. Por isso, a vacina dTpa, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, passou a ser ofertada às gestantes pelo Programa Nacional de Imunizações no fim de 2014.4 E é sempre bom salientar: mesmo as mulheres vacinadas ou que já tiveram a doença precisam ser vacinadas novamente, após a 20ª semana, a cada gravidez.2,3

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Algumas vacinas são compostas por microrganismos mortos, alterados ou apenas partes deles, e não apresentam risco de causar infecção em pessoas imunodeprimidas ou na gestante e seu feto.10,15 

Uma estratégia que também pode ser implementada, conhecida como cocoon (casulo, em inglês), visa formar uma barreira protetora ao redor do bebê, por meio da vacinação, contra a coqueluche, das pessoas próximas ao novo membro da família, como os pais, avós, irmãos e cuidadores.5,12

Todos, portanto, precisam se conscientizar de que a coqueluche não ficou no passado. Ela só vai deixar de ser uma preocupação quando a comunidade em torno do bebê, incluindo profissionais como ginecologistas e pediatras, estiver com as defesas contra a enfermidade em dia – afinal, o plano é manter a Bordetella pertussis e suas complicações bem longe do recém-nascido.5,12,13

Lembrando que, além da vacinação, manter bons hábitos de higiene também é fundamental para a prevenção da coqueluche.14

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Procure seu médico para mais informações.

Referências:

1. BRASIL. Ministério da Saúde. Informe Epidemiológico da Coqueluche, 2016 a 2017. Disponível em:  <https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2018/dezembro/18/Informe-epidemiol–gico-da-Coqueluche.%20Brasil,%202016%20a%202017.pdf>. Acesso em: 24 jun. 2019.
2. BRASIL. Governo do Estado. Tire suas dúvidas sobre a vacinação contra a coqueluche. Disponível em: . Acesso em: 03 jul. 2019.
3. BRASIL. Ministério da Saúde. A importância da vacina dTpa para a mãe e o bebê. Disponível em: . Acesso em: 03 jul. 2019.
4. BRASIL. Ministério da Saúde. Informe técnico para implantação da vacina adsorvida difteria, tétano e coqueluche (pertussis acelular) tipo adulto – dTpa. Disponível em: <https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2015/junho/26/Informe-T–cnico-dTpa-2014.pdf>. Acesso em: 24 jun. 2019.
5. SOCIEDADE DE PEDIATRIA DE SÃO PAULO. Recomendações – Atualização de condutas em pediatria. 2013. Disponível em: <https://www.spsp.org.br/site/asp/recomendacoes/Rec_64_Cuidados.pdf>. Acesso em: 24 jun. 2019.
6. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Pertussis (Whooping Cough). Fast Facts. 2017. Disponível em: <https://www.cdc.gov/pertussis/fast-facts.html>. Acesso em: 28 jun. 2019.
7. GKENTZI D et al. Maternal vaccination against pertussis: a systematic review of the recent literature. Arch Dis Child Fetal Neonatal Ed. 102: F456-F463, 2017.
8. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Pertussis. 2018. Disponível em: . Acesso em: 03 jul. 2019
9. HONG JY. Update on pertussis and pertussis immunization. Korean J Pediatr, 53(5):629-633, 2010.
10. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Guia de Imunização SBIm/SBI – HIV/Aids 2016-2017. Disponível em: . Acesso em: 01 jul. 2019.
11. WOOD N et al. Pertussis: review of epidemiology, diagnosis, management and prevention. Paediatric Respiratory Reviews, 9(3): 201-212, 2008.
12. WILEY KE et al. Sources of pertussis infection in young infants: A review of key evidence informing targeting of the cocoon strategy. Vaccine, 31(4): 618-25, 2013.
13. KORPPI M. Whooping cough – still a challenge. J Pediatr (Rio J); 89(6): 520-522, 2013.
14. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Pertussis (Whooping Cough). Prevention. Disponível em: . Acesso em: 12 jun. 2019.
15. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Vacinas. Disponível em: . Acesso em: 04 jul. 2019.

    Material dirigido ao público em geral. Por favor, consulte o seu médico. Material de conscientização sobre a doença desenvolvido e fornecido pela GSK. 

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    NP-BR-BOO-PRSR-190002 – JULHO/2019 

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