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Como reconhecer os sintomas do Alzheimer

A estimativa é de que, no mundo inteiro, 47 milhões de pessoas sofram de demência

Por Da Redação - Atualizado em 23 set 2017, 15h27 - Publicado em 21 set 2017, 19h05

A Doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, responsável por 60% a 70% dos casos, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). A estimativa é de que, no mundo inteiro, 47 milhões de pessoas sofram de demência e que cerca de 10 milhões de novos casos sejam registrados a cada ano.

Degenerativa e progressiva, em geral, os primeiros sintomas da doença aparecem relacionados à perda de memória, mas não só ela. Segundo a Fabiana Satiro, especialista em gerontologia e membro da Associação Brasileira de Alzheimer, há muito o que se observar antes de diagnosticar um paciente. Tire suas dúvidas:

A perda de memória é comum na terceira idade ou isso é um mito?

O esquecimento frequente nunca é normal, seja em qual idade for. Há muitas possibilidades: pode ser alguma carência de vitaminas, problema de tireóide, depressão. Podemos começar a pensar em Alzheimer apenas quando todas essas outras hipóteses são afastadas. Entretanto, para qualquer um dos casos, quanto mais cedo se iniciar o acompanhamento, melhor as chances do paciente ter qualidade de vida.

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O que faz parte das perdas progressivas da idade?

Com o envelhecimento, é comum uma lentificação do “lembrar” e um prejuízo da atenção, mas nada que comprometa completamente as atividades diárias. Por exemplo: talvez fique mais difícil ler jornal em um ambiente muito barulhento, mas a leitura ou o bate-papo, separadamente, são desempenhados com tranquilidade.

Como diferenciar uma falha de memória e o sintoma de algo mais grave?

Os esquecimentos começam a preocupar quando afetam o dia a dia da pessoa; quando a rotina fica dificultosa. Geralmente, essas informações são importantes, como nomes de filhos e memórias recentes, por exemplo. Não são apenas lapsos leves, como não se lembrar do nome de um ator ou de uma data distante.

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Quais outros possíveis sintomas do Alzheimer?

Outro ponto a se observar são mudanças comportamentais e de humor. O paciente que era muito organizado passa a ser desordeiro e perder objetos. Alguém que costumava se cuidar e manter a vaidade passa a evitar hábitos de higiene. É sempre importante usar o próprio paciente como parâmetro. Pense em como a pessoa era há cerca de 10 a 15 anos e compare. Apatia, irritabilidade, dificuldades cognitivas também são fatores sensíveis, bem como problemas de orientação (como dificuldade em fazer trajetos costumeiros sem se perder). As idades de risco começam em 65 anos, e a probabilidade de desenvolver dobra a cada 5 anos. Vale se atentar a isso.

Há como evitar seu desenvolvimento ou o progresso?

Alimentação saudável, prática regular de atividades físicas e consumo mínimo de álcool são medidas básicas, assim como combater o tabagismo. Mas a questão social também é importante. Exercícios intelectuais, como leitura ou aprendizado de uma nova língua, são grandes trunfos. Quando envelhecemos, também tendemos ao isolamento e isso é perigoso. Quanto maior a intensidade das atividades sociais, melhor.

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