Naomi Munakata, maestrina do Municipal, morre vítima de coronavírus

A musicista do Theatro Municipal de São Paulo tinha 64 anos e estava internada desde o dia 16 de março

A maestrina Naomi Munakata, 64 anos, morreu nesta quinta-feira (26), em São Paulo. Ela estava internada e teve um choque séptico por complicações da infecção pelo novo coronavírus (covid-19).

Uma das mais importantes regentes do país, Naomi Munakata iniciou os estudos musicais de piano com quatro anos de idade. Aos sete, começou a cantar no coral regido por seu pai, o maestro Motoi Munakata. Estudou violino, harpa e formou-se em Composição e Regência pela Faculdade de Música do Instituto Musical de São Paulo, na classe de Roberto Schnorrenberg, no ano de 1978.

Por 20 anos, ela foi regente do Coro da Orquestra Sinfônica de São Paulo. Também ocupou os cargos de diretora e professora da Escola Municipal de Música de São Paulo, diretora artística e regente do Coral Jovem do Estado, regente-assistente do Coral Paulistano e professora na Faculdade Santa Marcelina e na FAAM. Desde julho de 2016, Naomi era regente titular do Coral Paulistano do Theatro Municipal de São Paulo.

SAUDADE

“A família do Theatro Municipal está órfã. Perdemos no dia de hoje, aos 64 anos, a maestrina titular do Coral Paulistano Naomi Munakata. Os mais sinceros sentimentos aos amigos e familiares dessa grande artista que abrilhantou nosso palco nos últimos anos. Sentiremos sua falta Naomi”, lamentou uma publicação do Theatro Municipal de São Paulo no Instagram.

A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) também lamentou a morte da maestrina e agradeceu a contribuição dada por Naomi à música coral brasileira. “Com pesar, a Fundação Osesp recebe a notícia que Naomi Munakata, Regente Honorária do Coro da Osesp desde 2014 e que foi titular do grupo de 1995 a 2013, faleceu hoje por complicações em decorrência da Covid-19. Seremos eternamente gratos pela contribuição inestimável dada por Naomi à música coral brasileira e, especialmente, à nossa instituição. Que o tempo conforte os corações de todos nós, demais amigos e familiares”, disse a nota.

PERDAS NA MÚSICA

Na quarta-feira (25), morreu também o maestro Martinho Lutero Galati de Oliveira, aos 66 anos. O musicista estava internado desde 17 de março por problemas pulmonares, teve resultado positivo para a Covid-19 e não resistiu a uma parada cardíaca. Martinho criou o Coro Luther King, que completou 50 anos em atividade em 2019, aos 16 anos de idade. Também foi diretor artístico do Coral Paulistano Mário de Andrade, do Teatro Municipal, entre 2013 e 2016.