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Denise Milan cria instalação com cristais e ametistas para Bienal de SP

A proposta da artista é fazer uma analogia aos seres humanos por meio das pedras

Por Danielly Fernandes 24 ago 2018, 20h17

A artista plástica e escultora Denise Milan, 64 anos, será uma das expositoras da 33ª edição da Bienal de São Paulo. Com um espaço inteiramente dedicado a ametistas e cristais encontrados em cavernas brasileiras, a instalação Ilha Brasilis tem a premissa de fazer uma relação com as origens do planeta e dos seres humanos.

De acordo com a artista, as peças foram selecionadas para que o espectador tenha uma sensação de proximidade. “Usei a pedra como uma metáfora. A instalação apresenta ametistas em formas humanas para trazer uma identificação das pessoas com o mineral, meu intuito é que a gente entenda que somos parte de um todo. Proponho uma cura de um olhar aprisionado, que encara a pedra apenas como um objeto de extrativismo e sem relação com o processo de formação do planeta.”

Denise diz acreditar que essa exposição é o ápice de sua carreira artística e a descreve como um despertar para os brasileiros sobre o potencial que temos abaixo dos nossos pés. “Nos subterrâneos brasileiros há um universo muito rico que não vemos”, declara.

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As pedras são o objeto de pesquisa artística de Denise há mais de 30 anos e ela conta que foi o acaso que a levou a se interessar pelo tema. “Eu estava trabalhando com as luzes e me indicaram o cristal que é uma peça translúcida e condutora de luz, e foi aí que começou minha relação com os minerais.”

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Ao aprofundar seus estudos sobre os processos geológicos, Denise relata que se deparou com a impossibilidade de intervir sobre os minerais, dada a perfeição de suas formas naturais. Então, desenvolveu a criação de narrativas visuais acerca dos processos de formação das pedras, do planeta e dos seres humanos. “É como se eu tivesse trabalhado com a ancestralidade da terra, conto como uma pedra nasce e o conflito que ela tem que enfrentar para sobreviver.”

Além da instalação de Denise Milan, outros onze projetos foram selecionados pelo curador Gabriel Pérez-Barreiro para a 33ª Bienal de São Paulo – Afinidades afetivas que acontece de 7 de setembro a 9 de dezembro de 2018, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, dentro do Parque Ibirapuera.

 

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