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A queda do moletom e o retorno da alfaiataria

Com o final da semana de moda de Nova York, tendências já começam a ser decifradas

Por WGSN Atualizado em 20 jan 2020, 19h52 - Publicado em 22 fev 2017, 19h31

Toda temporada de desfiles é recheada de novidades e tendências inspiradoras. As modelos carregam nas passarelas inúmeras peças com shapes inovadores, estampas novas e todo o espectrum de cores disponíveis. Cada desfile gira em torno de um tema criado por um time de criativos. Porém, por trás de toda essa inspiração e conceito, existe, também, um lado mais analitíco. Também é trabalho dos pesquisadores de tendências olhar para os desfiles de uma forma quantitativa para entender o que de fato foi mais relevante para a temporada, e o que podemos esperar continuar vendo pelos próximos anos.

Com o final da semana de moda de Nova York, os números por trás das tendências já começaram a serem decifrados. O que vimos nessa temporada é que, após um boom no mercado de streetwear nos últimos anos com marcas como Supreme e Palace dominando as ruas, a moda começa a voltar para uma direção mais formal. Isso ficou claro nas passarelas da cidade, com calças joggers e moletons tendo uma queda de 50% e 8%, respectivamente, em relação ao ano passado. Ao mesmo tempo, a alfaiataria mostrou um aumento significativo na moda feminina: ternos crescerem em 20% sua representatividade, e blazers – esquecidos por algumas temporadas – 38%, o que o tornou a peça mais importante na categoria de casacos leves: o blazer representou 29% do mix dessa categoria!

Na categoria de calças, vimos que o modelo pantalona tão forte nos últimos anos, caiu 22% no mix, devolvendo espaço para a sempre comercial calça skinny – que teve um aumento impressionante de 51%! Apesar das calças terem mais importância que as saias (que caíram 8% no último ano), elas ainda ficam em segundo lugar em relação a vestidos no mix de produto geral da temporada. Esses, por sua vez, representaram 24% do mix geral, com os vestidos de festa ganhando mais importância com a grande tendência dos metálicos persistindo, e impulsionando um crescimento de 19% no ano passado, para 35% essa temporada.

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