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Julgamento do processo de Meghan Markle contra jornais é adiado

Duquesa acusa tabloides de invadirem sua privacidade e fabricarem histórias falsas para manchar sua imagem

Por Da Redação 29 out 2020, 17h22

O julgamento da ação judicial aberta por Meghan Markle contra os tabloides Mail on Sunday e o MailOnline foi adiado por motivos confidenciais nesta quinta-feira (29). Inicialmente previsto para começar em janeiro de 2021, o julgamento agora deverá ocorrer em algum momento antes do outono do Hemisfério Norte.

A Associated Newspapers Ltd. (ANL), editora dos veículo processados, não se opôs à mudança, mas pediu que a nova data seja o mais breve possível, uma vez que Thomas Markle, pai de Meghan e peça-chave do processo, pretende testemunhar pessoalmente, mas está sofrendo cada vez mais de problemas de saúde.

Segundo informações do The Guardian, Liz Hartley, diretora jurídica editorial da ANL, conversou com Thomas, que teria alegado estar sofrendo de ansiedade por causa do caso e que desejava “acabar com isso o mais rápido possível.”

O pai de Meghan também teria feito diversas queixas sobre sua saúde, descrevendo problemas cardíacos e pulmonares. “Nenhum dos meus parentes do sexo masculino jamais viveu mais que 80 anos. Sou realista e posso morrer amanhã. Quanto mais cedo o caso acontecer, melhor.”

Hartley acrescentou que Thomas Markle quer contar seu lado da história para se defender da suposição de que violou a privacidade de Meghan sem uma justificativa razoável. “Ele sente que foi deturpado e que a reclamante não deveria levar adiante a ação.”

Apesar de conceder o adiamento, o juiz Justice Warby recusou o pedido de Meghan de apelar contra uma decisão anterior que permitia à ANL usar a biografia do casal de Sussex, Finding Freedom, como parte de sua defesa.

Para a associação, Meghan não poderia esperar que a privacidade da carta para seu pai fosse mantida quando ela mesma “intencionalmente causou ou permitiu que informações sobre sua comunicação com o pai, incluindo o conteúdo da carta, fossem divulgadas aos autores do livro para publicação.”

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Já a advogada da duquesa, Jane Phillips, argumentou que deixar que a ANL se baseasse no livro era legalmente errado e permitia que o grupo apresentasse uma “narrativa elaboradamente construída” a partir da falsa alegação de que Meghan e Harry haviam cooperado com os autores. Os trechos da carta que estão na biografia, disse Phillips, são os mesmos reproduzidos no artigo do Mail.

Além de chamar a defesa da ANL de “especulativa, não comprovada por evidências, inerentemente implausível, obscura e/ou não genuína”, a advogada de Meghan também a descreveu como uma “punhalada no escuro no lugar errado” e uma série de alegações falsas.

Mesmo assim, para o entendimento do juiz Warby, ao recorrer à biografia, a ANL não está trazendo uma nova defesa, mas expandindo e modificando a que já mantinha.

Entenda o caso

Meghan Markle abriu um processo contra a ANL por causa de artigos publicados pelo Mail on Sunday e o MailOnline em fevereiro de 2019. Em uma das publicações, foi divulgada uma carta confidencial enviada pela duquesa ao pai, Thomas, na ocasião de seu casamento com Harry.

Na correspondência, Meghan pedia ao pai para parar de conceder entrevistas à mídia, pois, segundo sua defesa, estaria preocupada que a imprensa estivesse explorando Thomas. O processo também é motivado por uma série de histórias que teriam sido fabricadas pelo Mail on Sunday para criar uma imagem negativa da duquesa.

Ela exige uma indenização pelo uso indevido de informações privadas, a violação de direitos autorais e também da Lei de Proteção de Dados. A ANL se defende, negando as alegações, sobretudo a de que a carta teria sido editada para mudar seu significado.

Em janeiro, o tribunal avaliará um pedido de Meghan para que o caso seja resolvido por meio de um julgamento sumário.

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