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Conversa de Vó Natália Dornellas é jornalista, podcaster e ativista da longevidade. Procura por avós e avôs para prosear e histórias de #avosidade para contar. É criadora do podcast Conversa de Vó e cofundadora da plataforma 40+ AsPerennials

Senhora de 94 anos realiza sonho de usar vestido de noiva

A idosa foi vítima de racismo por décadas, mas continuou com o sonho de usar um vestido de noiva

Por Natália Dornellas Atualizado em 6 ago 2021, 17h03 - Publicado em 6 ago 2021, 16h25

Lá vem a noiva! Quanto tempo se pode esperar para ter um sonho realizado? Para Martha Tucker, de 94, foram 70 anos. Proibida de se vestir de noiva por ser negra, nos anos 1950, no Alabama, estado absolutamente segregacionista, ela, enfim, pode viver a sensação do “grande dia”.

De volta ao ano de 1952, Martha teve uma cerimônia simples e, claro, segregada, já que os negros eram impedidos de frequentar os mesmos espaços que os brancos. Para além disso, havia uma inacreditável restrição: mulheres negras não podiam se vestir de branco em cerimônias civis. Oi?

Uma senhora negra de 94 anos vestida de noiva.
The Washington Post/Divulgação

Fazer um “casamento”, sete décadas depois, foi uma ideia de Angela Stroizer, neta de Tucker, que presenteou a avó com o vestido e ainda proporcionou uma espécie de dia da noiva, com muitas regalias e mimos.

“Isso me fez sentir como uma noiva de verdade. Gostaria de estar com aquele vestido quando me casei, gostaria que meu marido pudesse ter me visto assim”, disse ela ao The Washington Post.

Uma senhora negra de 94 anos vestida de noiva.
The Washington Post/Divulgação

Mãe de 4, avó de 11, e bisa de 18, Martha é viúva desde 1975, mas não deixou o sonho, nem o amor de lado. Sua próxima realização será uma festa para ninguém botar defeito, que está nos planos da família, assim que pudermos nos abraçar em segurança novamente.

Uma idosa de 94 anos vestida de noiva.

Para ver mais histórias com esta e acompanhar minha “curadoria de avós e avôs”, acesse nataliadornellas.com.br ou @nataliadornellas, no Instagram. Ah, e se conhecer personagens que mereçam ter suas vidas contadas aqui, me deixe saber. Vou adorar. 

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