Amor

Aos 50, nos tornamos ainda mais intensas na maneira desenfreada de gostar

Vai dizer que cinquentona não ama loucamente? Porque, não pode? É feio? Passou da época de explodir em paixão? Nananinanāo.

Ouso dizer que somos ainda mais intensas na maneira desenfreada de gostar. Já fizemos todas as cagadas afetivas, mas nosso coração ainda pulsa. E a tal organização do afeto, em caixinhas etiquetadas não surge para todas as maduras.

Eu, sempre cerebral, hoje me permito suar, sentir, sorver, sugar do meu parceiro toda a seiva do sentimento. É muita oportunidade para tantas regras. Não pode dar na primeira saída: dá logo amiga. Não pode ficar com ciúme dos filhos e das ex mulheres: quem disse? Não pode fazer a egípcia quando não está a fim de DR? Faça! Pois o melhor do mela-cueca nos cinquenta + é transgredir as regras da tal escola de costumes do amor.

Tem vontade de viver poliamor? Permita-se. E ménage? Porque não? Vai dizer que estou mais sexual do que amorosa mas quem disse que amar na maturidade é papai-com-mamãe?

A subversão dos hábitos limitantes e crenças que nos molduram está na pauta dos mais velhos também. Essa invisibilidade que tínhamos ao fazer 50 anos escorreu pelo ralo e o nosso dever de casa é aproveitar. Se a sua forma de amar vale a pena, se joga. Sem gênero, raça, religião, mas vê se não esquece a camisinha.

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